
O sódio é um mineral que cumpre papel importante na contração muscular, regulação da pressão arterial, funcionamento do sistema nervoso, controle do volume de sangue, equilíbrio hídrico do corpo, e mais. Porém, precisa estar presente em quantidades moderadas no organismo para cumprir seu papel e não oferecer riscos à saúde.
Neste artigo, comentamos sobre as principais funções do organismo que dependem do sódio para acontecerem, os riscos relacionados ao seu excesso ou carência e algumas dicas de substituições úteis e saudáveis para o dia a dia.
Confira!
A Importância Do Sódio Para A Saúde

O sódio é um mineral fundamental para a saúde, necessário para o organismo em níveis moderados. Suas principais funções envolvem a contração muscular, a regulação do volume sanguíneo e fluidos corporais, e o funcionamento nervoso.
Trata-se de um micronutriente muito presente em diversos alimentos e na dieta comum, principalmente no sal de cozinha (cloreto de sódio) e alimentos processados, ou alternativas mais saudáveis como queijos não processados e sal integral. Por isso, sua deficiência não é tão comum quanto seu excesso, que pode causar desequilíbrios e aumentar o risco de determinadas doenças.
Alguns minerais – dentre eles, o sódio e potássio – são classificados como eletrólitos, por transportarem determinada carga elétrica quando se encontram dissolvidos em algum líquido. No sangue, por exemplo, ajudam a regular as funções dos nervos e músculos e beneficiam o equilíbrio hídrico e de ácido-base do organismo. Para ajustar os níveis de líquidos, o corpo é capaz de fazer com que os eletrólitos sejam movidos para dentro e fora das células.
Como mencionamos neste artigo, sódio, potássio, cálcio, cloreto, magnésio e fósforo são alguns dos principais eletrólitos responsáveis pela hidratação adequada e, também, pela prevenção de problemas como fadiga, cãibras, tontura, alteração na pressão arterial e até mesmo palpitação cardíaca. Portanto, garantir o aporte destes micronutrientes é fundamental para que a hidratação ocorra de forma adequada e não comprometa funções vitais.
Vale destacar que os rins colaboram para equilibrar o nível de eletrólitos no organismo, filtrando-os assim como faz com a água. Desta forma, excreta seus excessos através da urina, beneficiando o equilíbrio entre água e eletrólitos no corpo. Além disso, o excesso de eletrólitos também é eliminado por meio do suor.
Riscos Relacionados Ao Desequilíbrio De Sódio

Para que um alimento seja considerado de baixo teor de sódio, deve apresentar no máximo 140mg deste micronutriente. Muitos alimentos que compõem a dieta comum oferecem muito mais que esta quantidade e, por isso, recomenda-se atenção na hora das refeições, a fim de controlar sua ingestão diária. Porém, evitar a ingestão de sódio também pode ser prejudicial.
Em outras palavras, em condições saudáveis, o corpo regula seus teores de sódio. No entanto, sofre prejuízos significativos quando o possui em alta ou baixa concentração.
Efeitos negativos do excesso de sódio
Quando em excesso, o sódio gera hipertensão e, consequentemente, prejudica as artérias e o músculo cardíaco. Como o sódio influencia a retenção de água no corpo, em teores elevados ele aumenta o volume de água no organismo e, assim, a quantidade de sangue nos tecidos. Isso faz com que ocorra dilatação das artérias e a elevação da pressão arterial. Além disso, também danifica vasos sanguíneos dos rins, prejudicando sua própria eliminação, e aumentando ainda mais as condições para a manifestação da pressão alta.
Estudos mostram que a alta ingestão de sódio – em quantidades superiores a 5000 mg por dia – refletiu não só em maiores riscos de problemas cardíacos, mas também de acidentes vasculares cerebrais.
O excesso de sódio, na forma de cloreto de sódio, também afeta a saúde dos ossos, já que pode aumentar a excreção de cálcio através da urina e elevar os riscos de osteoporose e outras complicações.
Como o sódio também é responsável pela retenção de líquidos no corpo, que é maior no período durante TPM, quando ingerido em excesso pode provocar dor pélvica e cólica para mulheres que o consomem em excesso.
No entanto, é importante destacar que boa parte dos sintomas decorrentes do excesso de sódio – incluindo a hipertensão – podem ser corrigidos com maior eficiência através da maior ingestão de potássio ao invés da redução do consumo de sódio. O potássio ajuda a equilibrar os efeitos do sódio no organismo, distensionando paredes dos vasos sanguíneos e regulando a pressão arterial.
Também é válido mencionar que, em condições normais, as células abrigam maior quantidade de potássio do que de sódio, enquanto no ambiente extracelular (fora das células), ocorre o contrário. Manter esta condição é necessário para que as células realizem seu metabolismo.
Efeitos negativos relacionados a baixos níveis de sódio
Já baixos níveis de sódio também podem afetar negativamente a saúde cardíaca, causar sintomas depressivos, falta de memória, dores de cabeça, tonturas, fraqueza e mais.
Uma meta-análise que revisou estudos sobre os riscos de problemas cardíacos em dietas com pouco sódio demonstrou que a restrição de sódio pode desregular os níveis ideais de colesterol, pois tende a elevar o LDL sem que o HDL também aumente. Também foi verificado um aumento significativo de renina – uma enzima produzida pelos rins –, o que acarreta em maiores chances de ataque cardíacos sem influência da pressão arterial.
As consequências do baixo teor de sódio também foram avaliadas em estudos que, inicialmente, demonstraram que a carência de sódio pode agravar a resistência à insulina e estar relacionada com o aumento da mortalidade em pacientes com diabetes tipo 2 – com avaliações que também consideraram a ativação da renina como um fator de potencial aumento da resistência insulínica. No entanto, estudos sobre o efeito do sódio sobre a resistência à insulina ainda mostram resultados contraditórios.
O desequilíbrio nos níveis de sódio também pode ocasionar problemas chamados hiponatremia e hipernatremia.
A hiponatremia se refere a baixos níveis de sódio, e geralmente é causada por fatores como o uso de medicamentos, desequilíbrio hormonal, desidratação e perda de fluidos corporais por meio de diarreia e vômito. Já a hipernatremia está relacionada com altos níveis de sódio, decorrentes de sua ingestão demasiada ou perda de água excessiva. Porém, estas duas condições ocorrem, principalmente, em pacientes hospitalizados que recebem fluidos por vias intravenosas ou que já apresentem complicações cardíacas ou renais.
Sódio: Quanto Ingerir?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo diário de sal não deve ultrapassar 5 gramas. É válido lembrar que, em média, o sal de cozinha possui 2 gramas de sódio a cada 5 gramas.
Porém, a média brasileira ultrapassa as 9 gramas diárias de sal, segundo levantamento realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Lanches como salgadinhos, batata frita e pizza são alguns dos milhares de exemplos de opções com altos teores de sódio. No entanto, é preciso dar atenção a alimentos presentes no dia a dia como temperos e molhos prontos, vegetais enlatados, comida pré-pronta congelada, queijos e carnes processados.
Todos estes alimentos podem desequilibrar os níveis de sódio que, dentre os micronutrientes, é um dos poucos que não possui quantidade mínima definida, mas que possui recomendações sobre sua ingestão máxima.
Prefira sempre fontes naturais de sódio, como sal integral, carnes de gado Grass Fed, peixes selvagens, queijos e leite naturais.
Além disso, alimentos com baixo teor de sódio podem ser muito bem-vindos para compor uma dieta equilibrada. Experimente adicionar às suas refeições mais frutas, legumes e verduras frescas, óleo de coco, sementes de girassol, linhaça e chia, e outros alimentos de alta densidade nutricional, livres de conservantes e aromatizantes de sódio como o glutamato monossódico.
Considerações Finais
O sódio é fundamental para o corpo em quantidades moderadas, pois age em prol da contração muscular, regulação da pressão arterial, funcionamento nervoso, e controle do volume sanguíneo e de fluidos do corpo. Apesar dos efeitos relacionados ao seu excesso no organismo serem bastante conhecidos, em baixos níveis ele também é prejudicial. Está presente em grandes quantidades na dieta comum, principalmente nos alimentos processados, mas pode ser substituído por fontes mais saudáveis ou que o contenham em teor reduzido.
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Até a próxima!
Referências:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19121773/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16772639/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3036792/
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