Os Benefícios Do Fósforo E Os Riscos De Seu Desequilíbrio - Novidade Saudável

Os Benefícios Do Fósforo E Os Riscos De Seu Desequilíbrio

Avatar de Novidade Saudável Escrito por   | 13 de junho de 2022

O fósforo é um mineral necessário para a produção de energia, regulação da transcrição gênica, ativação de enzimas, processos de desintoxicação, atividade hormonal, e outras reações importantes. É também componente dos ossos e dentes e, como fosfolipídios, está presente na estrutura da membrana celular.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre este nutriente essencial, presente em alimentos presentes na dieta comum, como carnes, leite, ovos, sementes e grãos.

Confira!

O Que É O Fósforo?

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O fósforo é um nutriente essencial para o funcionamento do organismo. Depois do cálcio, é o mineral presente em maior abundância no corpo, principalmente nos ossos e dentes, mas também nos genes, sangue e tecidos moles. Além disso, na forma de fosfolipídios, integra a membrana celular e participa da produção de energia (ATP).

Desta forma, sabemos que o fósforo está constantemente envolvido em milhares de atividades celulares, além de ser um importante componente da estrutura esquelética e dos órgãos. Vale destacar também que muitas proteínas e açúcares são fosforilados, e que no corpo humano, o fósforo é a fonte de fosfato – um sal composto de ácido fosfórico.

Assim como os ossos e diversos hormônios (como a adrenalina e o estrogênio) os rins e intestinos são responsáveis pela regulação da homeostase do fósforo. Por isso, em condições desfavoráveis em que o funcionamento destes órgãos é comprometido, como em casos de insuficiência renal, o corpo não consegue excretar fosfato com eficiência e seus níveis séricos aumentam. Em um funcionamento adequado, as perdas urinárias, a absorção e o direcionamento de fósforo para os ossos, por exemplo, garantem este equilíbrio fundamental.

O fósforo também atua como um eletrólito importante para a contração muscular, manutenção do pH, regulação do ritmo cardíaco e equilíbrio hídrico e de outros fluidos do organismo.

Benefícios Do Fósforo Para A Saúde Humana

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A relação entre fósforo e cálcio

O fósforo tem uma relação interdependente com o cálcio, já que a regulação do metabolismo de ambos depende da ação de hormônios, como o hormônio da paratireóide (PTH) e vitamina D. Além disso, eles são componentes importantes da hidroxiapatita, constituinte da estrutura dos ossos e no esmalte dos dentes.

Isso explica porque o equilíbrio dos níveis destes dois minerais afeta diretamente a densidade mineral óssea, o que reduz as chances de fraturas e osteoporose ao longo da vida.

Mais de metade dos ossos é composta por fosfato e, sem fósforo, o cálcio não consegue melhorar a densidade óssea. Porém, níveis elevados de fósforo em relação ao cálcio também não são ideais, e podem até prejudicar o metabolismo ósseo.

Função renal e digestiva

O fósforo colabora com a eliminação de toxinas e resíduos do corpo, visto que é um importante elemento para que as funções renal e digestiva mantenham-se saudáveis e funcionem a favor da detoxificação.

Na fisiologia normal, a homeostase do fósforo envolve um eixo complexo de vários tecidos, onde o rim é o principal regulador, e compartilha semelhanças com o intestino referentes à regulação e uso deste nutriente.

No entanto, quando a função renal começa a declinar, há uma compensação hormonal que, por consequência, aumenta a excreção fracionada de fosfato no rim e pode ocasionar efeitos cardiovasculares e ósseos adversos.

Vale mencionar que eletrólitos como o fósforo estão envolvidos no equilíbrio de ácido úrico, água, gordura e sódio no corpo

Metabolismo e manutenção dos níveis de energia

O fósforo participa da síntese, absorção e uso de macro e micronutrientes. Isso inclui aminoácidos, a formação de proteínas, carboidratos e gorduras, e também vitaminas e minerais como vitamina D, zinco, magnésio, iodo e, como já vimos, cálcio. Esta interação é fundamental para a manutenção dos níveis de energia do corpo e muitas outras funções essenciais, como o crescimento, o equilíbrio hormonal e a saúde mental.

Seu papel na manutenção dos níveis de energia do corpo tem uma relação direta com as vitaminas do complexo B, pois ele colabora com a absorção e regulação destas vitaminas envolvidas com a produção de energia celular e funcionamento cerebral.

Digestão

Como vimos, o fósforo está presente nas membranas celulares como fosfolipídios. Nesta forma, colabora com o equilíbrio entre os níveis de compostos alcalinos e ácidos no organismo, o que se reflete no controle do pH do corpo.

O controle de pH é um importante fator para a digestão, pois favorece a ativação de enzimas digestivas (através do processo de fosforilação) e faz com que as bactérias benéficas presentes no intestino sejam preservadas.

O papel do fósforo na digestão também envolve sua atuação como eletrólito, que reduz a retenção de líquidos, melhora o trânsito intestinal e reduz as chances de diarreia.

Saúde cerebral

Assim como outros minerais, o fósforo está ligado à atividade de neurotransmissores e funções cerebrais. Portanto, além de ser útil para a resposta neurológica e equilíbrio emocional, pode ser um importante elemento para a prevenção do declínio cognitivo relacionado à idade.

Crescimento e desenvolvimento

Como vimos, o fósforo tem papel essencial na saúde estrutural, na transcrição genética e na saúde cognitiva. Sua deficiência nos primeiros anos de vida, portanto, pode comprometer o crescimento e desenvolvimento.

Inclusive, o papel do fósforo durante a gravidez é crítico, visto que é necessário para que a construção do DNA e RNA ocorra de maneira adequada, e para funções cerebrais de concentração, aprendizado e memória, por exemplo, também funcionem bem.

A deficiência de fósforo em bebês prematuros é uma das principais causas, juntamente com a deficiência de cálcio, da osteopenia da prematuridade (mineralização óssea prejudicada). Como dois terços do conteúdo mineral ósseo fetal são adquiridos durante o terceiro trimestre da gravidez, os bebês prematuros nascem com baixos estoques de cálcio e fósforo nos ossos.

No entanto, é durante a adolescência que o organismo requer mais fósforo (assim como o cálcio) do que qualquer outra fase de vida, já que o crescimento e o desenvolvimento da massa óssea acontecem rapidamente.

Fontes De Fósforo

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O fósforo está naturalmente presente em uma série de alimentos, principalmente aqueles ricos em proteínas, além de poder ser manipulado para consumo isolado ou compor fórmulas de suplementos multivitamínicos.

É sempre importante lembrar que o consumo de nutrientes concentrados através da suplementação deve seguir uma orientação profissional, a fim de considerar a individualidade do organismo e adequar dosagens com precisão.

O fósforo também é usado como aditivo nutricional em bebidas e alimentos processados, como pão, queijos e molhos – nem sempre em formas tão saudáveis quanto as que ocorrem em alimentos.

Preparamos uma lista de alimentos ricos em fósforo que fazem parte ou podem ser incorporados a uma dieta equilibrada. Confira:

  • Sementes de girassol, de abóbora e de gergelim
  • Leite, iogurte, queijo
  • Carne de gado, aves, peixes
  • Ovos caipiras
  • Nozes, castanha de caju, amêndoas
  • Leguminosas, como lentilha, feijão e ervilha
  • Legumes, como batata e aspargos
  • Cogumelos Portobello
  • Arroz integral

Problemas Relacionados Ao Desequilíbrio Nos Níveis De Fósforo

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Além de poder ser obtido a partir de diversas fontes, o fósforo é absorvido no intestino delgado de forma mais eficiente do que outros minerais, como o magnésio, o ferro e o cálcio. Estes motivos colaboram com a prevenção da deficiência de fósforo.

No entanto, em alguns casos sua carência nutricional é mais propensa, como nascimento prematuro, dietas com baixo teor de proteínas, casos de desnutrição grave e uso de medicamentos, como insulina, antiácidos, anticonvulsivantes, corticosteroides e inibidores de ECA (enzima conversora da angiotensina).

Os principais sintomas relacionados à deficiência de fósforo incluem:

  • Perda de apetite
  • Anemia (contagem baixa de glóbulos vermelhos)
  • Fraqueza muscular
  • Problemas de coordenação
  • Dor óssea
  • Ossos fracos e deformados
  • Problemas de crescimento
  • Cáries
  • Perda ou ganho de peso
  • Maior risco de infecção
  • Sensação de queimação ou formigamento na pele
  • Ansiedade
  • Confusão

É válido mencionar que por meio dos alimentos naturais, dificilmente uma ingestão de fósforo será alta ao ponto de prejudicar o organismo. No entanto, altas doses não controladas, ingeridas por meio de suplementos ou alimentos contendo aditivos, podem acarretar em efeitos adversos cardiovasculares, renais e ósseos, bem como prejudicar a síntese do metabólito ativo da vitamina D e a absorção de cálcio.

A ingestão muito alta de fósforo em curtos períodos de tempo também pode causar hiperfosfatemia, um problema que gera alterações nos hormônios que regulam o metabolismo do cálcio e a calcificação dos tecidos não esqueléticos, especialmente nos rins.

É importante destacar que em casos de doença renal crônica grave, os rins deixam de funcionar corretamente e a eliminação do excesso de fósforo é comprometida. À medida que a função renal diminui, a excreção de fosfato se torna menos eficiente e a concentração de fosfato sérico aumenta. Como resultado, o PTH e o fator de crescimento de fibroblastos 23 perdem sua capacidade de suprimir a reabsorção de fósforo pelos rins. Assim, o mineral tende a se acumular no sangue, afetar a saúde dos ossos, piorar a doença renal e, até mesmo, aumentar o risco de morte.

Outro risco relacionado ao excesso de fósforo no organismo é a ocorrência de problemas cardíacos e arteriais, devido ao desequilíbrio de minerais envolvidos no controle da pressão sanguínea e circulação.

Embora a literatura não ofereça evidências sobre a relação entre a restrição do consumo de fósforo e a prevenção de doenças cardiovasculares, vários estudos apoiam uma ligação entre altos níveis de fosfato e o risco deste tipo de complicação.

Vários grandes estudos epidemiológicos encontraram associações entre concentrações mais altas de fosfato sérico e risco de mortalidade cardiovascular em adultos saudáveis. Uma meta-análise de dados de quatro estudos com 13.515 participantes mostrou um risco de mortalidade cardiovascular 36% maior naqueles com a maior concentração de fosfato.


Sobre o autor

Novidade Saudável

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Um time multidisciplinar formado por redatores pesquisadores e entusiastas de nutrição funcional, medicina integrativa e terapias holísticas. Artigos revisados por Nutricionistas e Médicos parceiros.

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