A asparagina é um aminoácido não essencial importante para o desenvolvimento e saúde dos neurônios e transmissão de informações do sistema nervoso. Também colabora com o aumento da resistência física do corpo à fadiga.
A asparagina também é fundamental para a síntese de proteínas e para o transporte de nitrogênio necessário para o bom funcionamento do organismo.
Neste artigo, apresentaremos as principais funções desempenhadas por este aminoácido não essencial!
Confira!
O Que É A Asparagina?

A asparagina foi o primeiro aminoácido isolado na história. Sua descoberta foi feita no ano de 1806, na França, quando dois químicos estudavam as propriedades do suco de aspargo – o que rendeu sua denominação.
A asparagina faz parte do grupo dos aminoácidos não essenciais, é produzida naturalmente pelo fígado – onde também serve como precursora de outros aminoácidos –, e raramente apresenta carência nutricional. No entanto, é encontrada em abundância em muitos alimentos de origem animal e vegetal, como peixes, ovos, carne bovina, laticínios, aspargos, nozes, batatas, sementes, feijão, lentilha, entre outros.
Já a biossíntese da asparagina acontece pela atividade da enzima aparagina sintetase, que catalisa a hidrólise da asparagina, formando ácido aspártico e amônia. Vale destacar que a expressão desta enzima é modulada em resposta a diferentes tipos de estresse, incluindo fatores ambientais e nutricionais.
Dentre as principais funções da asparagina estão o auxílio no desempenho do sistema nervoso e na formação de neurônios, a prevenção à fadiga física e a colaboração com a síntese de proteínas e glicoproteínas, as quais são importantes para a saúde das células, enzimas e hormônios.
Benefícios Da Asparagina

Asparagina e sistema nervoso
Uma das principais funções da asparagina consiste em sua atuação na formação de neurônios e saúde de células nervosas. Ou seja, o sistema nervoso precisa da asparagina para se manter em equilíbrio.
Assim, este aminoácido não essencial favorece a transmissão de informações do organismo e, por consequência, beneficia a saúde cerebral e o equilíbrio das emoções, ajudando a prevenir oscilações de humor, inclusive às relacionadas à fadiga, como veremos a seguir.
Vale ressaltar a proximidade da asparagina e do ácido aspártico, que como mencionamos neste artigo, atua como um neurotransmissor e neurossecretor que desempenha um papel importante no sistema neuroendócrino e no sistema nervoso.
Asparagina e prevenção à fadiga
A suplementação com BCAAs, aspartato e asparagina pode promover aumento do metabolismo oxidativo e do conteúdo de glicogênio muscular. Isso porque o consumo muscular de BCAAs, aspartato e asparagina pode aumentar durante a prática de exercícios moderados, intensos ou prolongados.
Os BCAAs servem como substrato para a produção de glicose através do ciclo alanina-glicose, enquanto o aspartato e a asparagina são precursores do oxaloacetato, um ácido constituído por quatro carbonos que participa no Ciclo de Krebs, o qual é determinante para a respiração celular.
Estes aminoácidos são capazes de modular respostas metabólicas dos carboidratos ao aumentar o conteúdo de glicogênio muscular, reduzir o transporte de glicose para o interior da célula muscular e manter a atividade do Ciclo de Krebs, a partir da síntese direta de oxaloacetato.
Estudos mostram que maiores níveis de asparagina e aspartato podem influenciar positivamente a saúde mitocondrial ao elevar a atividade do Ciclo de Krebs. Pesquisas também avaliaram que a suplementação de aminoácidos ramificados, aspartato e asparagina promove maior resposta oxidativa em atividades motoras intensas e prolongadas, impedindo a fadiga por acidose metabólica ou por depleção de glicogênio muscular e hepático.
Asparagina e formação de proteínas e glicoproteínas
A asparagina desempenha papel crucial na formação de proteínas e glicoproteínas, e por isso beneficia a saúde estrutural e outros fatores de equilíbrio relacionados a elas.
Vale mencionar que as glicoproteínas estão presentes na superfície das células e ali atuam como proteínas da membrana plasmática e como parte da matriz extracelular. Diante disso, também têm papel importante nas interações celulares e nas defesas naturais contra infecções bacterianas e virais.
Além disso, as glicoproteínas formadas pela asparagina podem ter funções enzimáticas, lubrificante e de transporte e formação hormonal.
Asparagina e controle do câncer de mama e leucemia
Alguns estudos sugerem que o controle das quantidades de asparagina propicie condições favoráveis ao desenvolvimento de câncer. É o caso de um estudo que avaliou a gravidade de câncer de mama em animais, observando que uma redução nas quantidades de alimentos que contém este aminoácido não essencial pode reduzir ou eliminar a propagação de células afetadas pelo problema. Ainda assim, mais estudos são necessários para comprovar se a asparagina influencia ou não em casos de câncer de mama ocorridos em humanos.
No entanto, existem indicações quimioterápicas que envolvem o uso de uma enzima chamada l-asparaginase, a qual é capaz de reduzir as concentrações de asparagina no organismo e impedir a propagação de células cancerígenas. Quando ela chega até a corrente sanguínea, passa a inibir a produção natural da asparagina e, consequentemente, o desenvolvimento das células. Com o tempo, estruturas comuns retomam a produção da asparagina e mantêm-se vivas, enquanto as cancerígenas não têm a mesma capacidade e morrem.
Inclusive, a L-asparaginase integra o tratamento para pacientes com leucemia linfoblástica aguda, que não conseguem produzi-la em quantidades ideais. Desde sua introdução nos protocolos de tratamento pediátrico na década de 1960, as taxas de sobrevida em crianças aumentaram progressivamente para quase 90%!
Segundo pesquisa publicada pela Fiocruz, a asparaginase criada em laboratório se diferencia da orgânica, inerente ao humano, porque consegue se manter em atividade fora do corpo, o que cria a possibilidade do uso em tratamentos terapêuticos.
Vale destacar que do processo de hidrólise da asparagina catalisado pela asparaginase, resultam amônia e ácido aspártico, os quais podem gerar problemas de confusão mental, agitação, sonolência e outros quando presentes em excesso no organismo.
Sintomas Da Carência De Asparagina

A deficiência de asparagina é rara. No entanto, se o fígado comprometer sua produção ou se uma dieta for bastante desequilibrada, sua carência pode gerar sintomas como problemas na excreção de ureia, tontura, dor de cabeça, problemas de memória, oscilações de humor, depressão e outros desequilíbrios psicológicos.
Vale ressaltar que existem relatos de relacionam a carência de asparagina em períodos de gravidez com casos de microcefalia.
Considerações Finais
Neste artigo, apresentamos os principais benefícios estudados cientificamente sobre a asparagina, um aminoácido não essencial importante para o sistema nervoso, saúde física e promissor no tratamento de doenças como o câncer.
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Até a próxima!