A candidíase eritematosa é uma infecção causada por fungos do gênero Candida albicans e afeta regiões do corpo mais quentes e úmidas que podem incluir dobras de pele, boca, axilas e região genital.
Embora seja uma condição de saúde que pode ocorrer com diversas pessoas, é mais comum em bebês, idosos e pessoas com sistema imunológico mais fraco.
Para saber mais sobre essa condição de saúde, veja, neste artigo, o que é candidíase eritematosa, seus sintomas, como diagnosticá-la e tratamentos para aliviar seus efeitos.
O que é candidíase eritematosa?
A candidíase eritematosa é um estado de saúde inflamatório provocado pela infecção do fungo Candida albicans.
Essa infecção pode afetar regiões úmidas e quentes do corpo, como: axilas, dobras de pele, região genital e boca, e tem como característica manchas vermelhas e inflamadas, que podem ser seguidas de coceira e dor na pele.
Embora possa acometer qualquer indivíduo, a candidíase eritematosa é mais comum em idosos, bebês e pessoas com imunidade baixa.
Entre os principais fatores de risco para essa infecção podemos destacar: uso de antibióticos, diabetes mal controlada, gestação, obesidade e uso de roupas muito molhadas ou apertadas.

Sintomas da candidíase eritematosa
Para ter um diagnóstico correto de candidíase eritematosa, é necessário conhecer seus sintomas e diferenciar essa infecção de outras causadas por fungos para, então, poder iniciar o tratamento adequado.
Veja, a seguir, a descrição dos sintomas na pele e na boca e como diferenciar essas infecções:
Descrição dos sintomas na pele e na boca
Na pele, a candidíase eritematosa provoca manchas vermelhas e inflamadas, com bordas bastante definidas e que podem aparecer em qualquer região do corpo.
Essas manchas podem ser seguidas de coceiras e sensação de queimação, e podem ser planas ou um pouco elevadas. Outro problema muito comum, é que essa infecção pode provocar descamações na pele e bolhas com pus.
As principais regiões do corpo atingidas são: dobras de pele, axilas, virilha e genitais, e seus fatores de risco estão associados ao uso de roupas molhadas e apertadas, obesidade, diabetes mal controlada e imunidade baixa.
Na boca, a candidíase eritematosa também chamada de candidíase oral ou sapinho, tem como características a presença de manchas avermelhadas na língua, céu da boca, garganta e gengiva, as quais podem ser seguidas de dificuldades para engolir e dor.
Além disso, a língua pode apresentar aparência esbranquiçada, com algumas regiões doloridas e avermelhadas. Em estágios mais avançados, a infecção pode provocar sangramentos e feridas na mucosa da boca.
A candidíase oral ocorre mais em bebês, idosos e indivíduos com imunidade baixa, e os fatores de risco que podem desencadear essa condição são: uso de antibióticos por longos períodos, uso de próteses dentárias, uso de corticoides e tabagismo.
Diferenças entre candidíase eritematosa e outras infecções fúngicas
Há outras infecções causadas por fungos que podem ser confundidas com a candidíase eritematosa, devido à semelhança de alguns sintomas. No entanto, é importante destacar que cada uma possui características distintas.
Uma dessas infecções é a dermatofitose, também chamada de micose. Essa infecção fúngica pode afetar unhas das mãos e dos pés, virilha e couro cabeludo, e é caracterizada pela presença de manchas avermelhadas que podem apresentar bordas bem definidas e escamosas, além de forte coceira.
Outra infecção por fungos com sintomas semelhantes aos da candidíase eritematosa é a pitiríase versicolor. Essa infecção pode causar manchas brancas ou escuras na pele, e podem ser escamosas ou descamativas.
O fungo causador da pitiríase versicolor é o Malassezia furfur e afeta mais as regiões do corpo com bastante glândulas sebáceas, como braços, tronco e pescoço.
Enfim, outra infecção fúngica de pele é a tinea versicolor, na qual podem surgir manchas mais escuras ou mais claras em relação à pele e são causadas pelo fungo Pityrosporum orbiculare.
Assim como a pitiríase versicolor, a tinea versicolor afeta regiões do corpo com mais glândulas sebáceas, como braços, tronco e pescoço.
Desse modo, conhecendo mais sobre essas outras infecções, é possível fazer o diagnóstico preciso da candidíase eritematosa e, assim, realizar os tratamentos adequados.
Diagnóstico da candidíase eritematosa
Depois de diferenciar a candidíase de outras infecções, é importante fazer o diagnóstico da candidíase eritematosa.
Esse diagnóstico pode ser realizado por meio de exames médicos e de laboratórios. Veja, a seguir, como esses procedimentos são realizados:
Exames clínicos e laboratoriais utilizados para diagnosticar a infecção
Para fazer o diagnóstico da candidíase eritematosa, é necessário que um médico realize exames clínicos para analisar o aspecto da pele ou da mucosa da boca. Nessa avaliação, o profissional irá verificar se há manchas vermelhas e inflamadas e com bordas definidas.
O médico pode, ainda, perguntar sobre o histórico clínico da pessoa e sobre a presença de sintomas, como dor, coceira e ardência em alguma região do corpo.
A confirmação do diagnóstico de candidíase eritematosa é feita por meio de exames de laboratórios com coleta de amostras de pele ou da mucosa da boca para fazer uma análise no microscópio e cultura fúngica.
Com a realização desses exames, é possível identificar a presença ou não do fungo Candida albicans, avaliar o nível da infecção e descartar outras possíveis infecções por fungos.
Diagnóstico diferencial
Esse tipo de diagnóstico é fundamental para diferenciar a candidíase eritematosa de outros tipos de infecções por fungos e outras condições de saúde com sintomas parecidos.
Como já foi mencionado, a candidíase eritematosa pode ser confundida com outros tipos de infecções por fungos, como a dermatofitose, a tinea versicolor e a pitiríase versicolor.
Além dessas infecções, outros estados de saúde podem ser confundidos com a candidíase eritematosa, são eles: eczema, rosácea e psoríase, já que também podem provocar manchas vermelhas e inflamadas na pele.
Por isso, o diagnóstico diferencial é extremamente necessário para identificar a causa correta dos sintomas e começar o tratamento apropriado para cada caso.
Tratamento da candidíase eritematosa
Existem diversos tratamentos que podem ser realizados para minimizar os sintomas da candidíase eritematosa, são eles: os tratamentos tópicos, os tratamentos sistêmicos, além de cuidados e medidas preventivas, e a importância de seguir as orientações médicas. Veja, a seguir, cada um deles:
Opções de tratamento tópico
Há diferentes opções de tratamento tópico para candidíase eritematosa e podem incluir a aplicação de pomadas, cremes ou loções na superfície afetada.
Os remédios antifúngicos mais utilizados no tratamento tópico são: a nistatina, o clotrimazol e o miconazol.
Esses medicamentos podem ser aplicados na superfície da pele ou na mucosa da boca, em geral duas vezes por dia ou em um espaço de tempo de 7 a 14 dias.
Opções de tratamento sistêmico
O tratamento sistêmico para candidíase eritematosa inclui o uso de remédios antifúngicos por meio oral ou intravenoso.
Dentre os remédios mais utilizados para o tratamento dessa condição podemos citar: o fluconazol, e voriconazol e o itraconazol.
De modo geral, esses remédios são indicados por um médico para tratar infecções em estágio avançado ou para indivíduos com baixa imunidade que possuem maior probabilidade de desenvolver a infecção.
Cuidados e medidas preventivas
É fundamental, além dos tratamentos para candidíase eritematosa, ter alguns cuidados e medidas preventivas para evitar a infecção e possíveis recorrências.
Dentre os principais cuidados e medidas destacamos:
- Manter a pele limpa e seca.
- Evitar o uso excessivo de corticoides.
- Usar roupas de tecido mais leve e respirável.
- Evitar o uso de roupas molhadas por longos períodos.
- Evitar o uso de muitos antibióticos por longos períodos.
- Não dividir com outras pessoas escovas de dentes e toalhas.
- Controlar a diabetes e outras condições de saúde que possam prejudicar o sistema imunológico.
A importância de seguir as orientações médicas
Além dos cuidados e medidas preventivas, é fundamental buscar orientação com um profissional da saúde especializado para fazer o tratamento adequado da candidíase eritematosa, já que o uso incorreto de remédios contra fungos pode provocar uma resistência medicamentosa, tornando o tratamento bastante difícil.
Outro problema que pode ocorrer com o tratamento inadequado é a volta constante da infecção. Assim, é necessário seguir as recomendações médicas em relação às doses, tempo do tratamento e cuidados complementares necessários.

Conclusão
Neste artigo, vimos que a candidíase eritematosa é uma infecção provocada pelo fungo Candida albicans e que ele pode afetar principalmente regiões quentes e úmidas do corpo, como pele e boca.
Além disso, foram mencionados os sintomas dessa condição de saúde que podem incluir: manchas avermelhadas e inflamadas, coceiras e sensação de queimação.
Também foram descritas as diferenças entre a candidíase eritematosa e outras infecções causadas por fungos e que possuem sintomas semelhantes, assim como, a importância de realizar um diagnóstico diferencial por meio de exames clínicos e de laboratório.
Outro aspecto abordado foi o tratamento para a candidíase eritematosa que pode incluir o de remédios em forma de pomadas, cremes ou loções aplicados na área afetada, dentre eles a nistatina, o clotrimazol e o miconazol, ou o uso de medicamentos antifúngicos por meio intravenoso ou oral, como o fluconazol, e voriconazol e o itraconazol.
Por fim, foram listados alguns cuidados e medidas preventivas para evitar a recorrência da candidíase eritematosa e a importância de seguir orientações médicas para realizar um tratamento adequado conforme as necessidades de cada pessoa.
Referências
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/candidiasis/symptoms-causes/syc-20351235
- https://www.healthline.com/health/candidiasis-oral#treatment
- https://www.medicalnewstoday.com/articles/323417
Perguntas Frequentes
O que causa candidíase eritematosa?
A candidíase eritematosa é provocada pelo fungo Candida albicans, muito encontrado na pele, boca, no sistema gastrointestinal e genital. Alguns fatores como: uso de antibióticos em excesso, sistema imunológico frágil, diabetes e uso longo de corticoides podem elevar o risco de ter a infecção.
Qual o pior tipo de candidíase?
A candidíase invasiva, já que ocorre quando o fungo se espalha no sangue, podendo causar infecções graves em órgãos, como coração, pulmões e cérebro. Esse tipo de candidíase é mais comum em pessoas com imunidade baixa, como transplantados, pacientes de UTIs ou que passam por quimioterapia.
Quais são as lesões associadas a candidíase?
Indivíduos com candidíase eritematosa podem apresentar manchas avermelhadas e inflamadas na pele e na boca, com bordas definidas. Essas manchas podem ser seguidas de coceira, sensação de queimação e dor. Na mucosa da boca, as lesões podem ser brancas e escamosas e provocar sensação de boca seca. Já em casos mais graves, elas podem se espalhar e provocar infecções que podem se disseminar pelo organismo.