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Quantos tipos de diabetes existem: uma visão geral

Avatar de Novidade Saudável Escrito por   | 21 de agosto de 2023

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A diabetes é uma condição de saúde crônica, causada pela falta de metabolização da glicose no sangue, o que pode causar problemas graves de saúde. Mas, você sabe quantos tipos de diabetes existem?

Existem ao todo cinco tipos, cada um deles com causas e características distintas. Vejamos mais sobre eles a seguir.

O que é Diabetes

A diabetes é uma doença crônica caracterizada pela dificuldade de metabolização da glicose em açúcar pelo organismo. Isso é resultado da falta ou do mau uso da insulina, hormônio produzido no pâncreas, responsável pelo transporte da glicose (açúcar) no sangue para as células do corpo.

Quando a insulina não age ou está ausente, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, o que pode resultar, de médio a longo prazo, em complicações de saúde como: problemas de cicatrização de feridas, infecções frequentes, cegueira, doenças renais, neuropatia e doenças cardíacas.

A diabetes possui diferentes tipos, cada um deles com causas, características e tratamentos distintos: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes gestacional, LADA, e diabetes monogênica.

Diabetes Tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma condição autoimune, visto que o sistema imunológico, por algum motivo, começa a atacar e destruir as células pancreáticas responsáveis por produzir a insulina.

A falta de insulina na corrente sanguínea faz com que a glicose não seja transportada para as células do corpo e comece a se acumular.

Causas e Sintomas

Não se sabe exatamente as causas da diabetes tipo 1, acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como infecções virais, desencadeiam a reação autoimune que começa a atacar as células.

Os sintomas da diabetes tipo 1 incluem:

  • Sede excessiva;
  • Micção frequente;
  • Fome constante;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Feridas que demoram para cicatrizar; e
  • Infecções frequentes.

Tratamento e Gerenciamento

O tratamento para a diabetes tipo 1 costuma ser a combinação de injeções de insulina diárias com o monitoramento frequente dos níveis de açúcar no sangue. Aprender a fazer o monitoramento é importante para os pacientes de tipo 1 para que eles possam ajustar as doses de insulina de acordo.

Adicionado a isso, adotar uma dieta saudável e realizar exercícios físicos regulares é essencial para o gerenciamento da doença e dos níveis de açúcar no sangue.

Complicações a Longo Prazo

Caso a diabetes tipo 1 não seja gerenciada adequadamente, diferentes complicações de saúde podem se desenvolver a longo prazo, como: doenças cardiovasculares, neuropatia, doenças renais, cegueira e infecções constantes, que podem levar a amputações.

Por isso, é necessário gerenciar os níveis de glicose no sangue e seguir o tratamento médico para minimizar o risco de complicações de saúde associadas à tipo 1.

diabetes

Diabetes Tipo 2

A diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina o suficiente ou é incapaz de utilizá-la eficientemente. Isso resulta no acúmulo de glicose no sangue, o que pode causar complicações na saúde.

Causas e Fatores de Risco

A diabetes tipo 2 não possui causas exatas, mas sabe-se que ela resulta de uma combinação de fatores de risco, como: predisposição genética, idade, excesso de peso, falta de atividade física regular, e alimentação desequilibrada.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas da diabetes tipo 2 incluem:

  • Sede excessiva;
  • Micção frequente;
  • Fome constante;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Feridas que demoram para cicatrizar; e
  • Infecções frequentes.

Para realizar o diagnóstico da diabetes tipo 2, costuma-se realizar um teste de níveis glicêmicos no sangue em jejum ou um teste de hemoglobina A1C.

Tratamento e Gerenciamento

O tratamento da diabetes tipo 2 combina mudanças na dieta, adoção de uma rotina de exercícios físicos e, caso necessário, uso de medicamentos. 

Seguir uma dieta saudável e realizar atividades físicas regularmente são essenciais para diminuir os níveis de açúcar no sangue e aumentar a sensibilidade do corpo à insulina, ajudando no gerenciamento da condição. Em casos mais graves, o controle dos níveis de glicose no sangue precisa ser feito com o auxílio de medicamentos orais ou injeções de insulina.

Complicações a Longo Prazo

Quando a diabetes tipo 2 não é controlada corretamente, uma série de complicações de saúde podem se desenvolver a longo prazo, como: neuropatia, doenças renais, cegueira, amputações e doenças cardíacas.

Por isso é necessário monitorar os níveis de açúcar, seguir o plano alimentar, realizar exercícios físicos e ter acompanhamento médico para evitar que as complicações ocorram.

Diabetes Gestacional

Diabetes gestacional é  desenvolve durante a gravidez de mulheres que não são diabéticas. Ela ocorre quando os níveis de açúcar no sangue da gestante ficam mais elevados do que os considerados normais.

Causas e fatores de risco

A causa costuma ser a interferência dos hormônios da gravidez na capacidade do organismo de produzir hormônios para regular as taxas de glicose na corrente sanguínea. Além disso, os hormônios na gravidez também fazem com que o corpo desenvolva resistência à insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue e contribuindo para o desenvolvimento da gravidez gestacional.

Os fatores que auxiliam no desenvolvimento da diabetes gestacional incluem: idade avançada, histórico de diabetes e diabetes gestacional na família, excesso de peso, e algumas condições médicas como a síndrome do ovário policístico

Sintomas e diagnóstico

A diabetes gestacional costuma ser diagnosticada após o teste de tolerância à glicose, que ocorre entre a 24ª e 28ª semana de gestação.

Os sintomas que a gestante costuma apresentar os seguintes sintomas:

  • Sede excessiva
  • Urinar com frequência aumentada
  • Fadiga
  • Fome constante
  • Perda de peso incomum

Tratamento e gerenciamento

A diabetes gestacional precisa de um acompanhamento e monitoramento rigoroso, pois pode levar a complicações na gravidez.

O tratamento costuma ser a adoção de uma dieta saudável, com quantidade de carboidratos refinados e alimentos açucarados reduzidos, e aumento no consumo de frutas, verduras, fibras e proteínas magras. Iniciar uma rotina de exercícios regulares também é essencial. Essas duas medidas ajudam no controle e redução da dos níveis de açúcar no sangue.

Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de injeções de insulina.

Complicações a longo prazo

A grávida com diabetes gestacional possui maior risco de desenvolver hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. Adicionado a isso, o bebê pode crescer demais, dificultando o parto.

Os níveis de glicose no sangue costumam se normalizar e a diabetes desaparecer após o parto, mas complicações podem se desenvolver mais adiante na vida da mãe e do bebê. 

O bebê nascido de uma mãe que teve diabetes gestacional possui risco aumentado de desenvolver hiperglicemia (altos níveis de açúcar no sangue), que, por sua vez, aumenta o risco de obesidade e desenvolvimento de diabetes na vida. 

Já a mãe possui maior risco de desenvolver diabetes gestacional em uma gravidez posterior e de tipo 2 no futuro.

Diabetes tipo 1.5 (LADA)

A diabetes tipo 1.5, ou LADA, se desenvolve de maneira semelhante a tipo 1, por resultar de uma reação imunológica contra as células produtoras de insulina.

Contudo, enquanto a diabetes tipo 1 ocorre em crianças e jovens adultos, o LADA afeta pessoas adultas.

Causas e Sintomas:

As causas do LADA não são completamente reconhecidas, porém, há indícios que ela pode ser resultado da combinação de fatores como: predisposição genética, infecções virais, idade, e progressão lenta.

Assim como os outros tipos de diabetes, os sintomas do LADA incluem:

  • Sede excessiva;
  • Micção frequente;
  • Fome constante;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Feridas que demoram para cicatrizar; e
  • Infecções frequentes.

Diferenças entre LADA e Tipo 1 e 2

O LADA é frequentemente confundido com a diabetes tipo 2, pois os dois tipos são bastante semelhantes, mas existem características que os diferenciam.  Por exemplo, o LADA costuma ter uma progressão mais lenta quando comparado à diabetes tipo 1, porém mais rápida que a tipo 2.

A origem da diabetes também difere entre os dois tipos, pois a  tipo 2 se desenvolve quando o corpo não consegue utilizar a insulina eficientemente, o LADA resulta da destruição das células do pâncreas pelo sistema imunológico.

Tratamento e Gerenciamento

Devido sua origem, o tratamento do LADA é semelhante ao da diabetes tipo 1, via injeções diárias de insulina e monitoramento dos níveis de glicose no sangue. Contudo, como o LADA se desenvolve lentamente, pode demorar para o paciente precisar utilizar as injeções para o gerenciamento da doença.

Durante esse intervalo de tempo, o paciente pode controlar o LADA por meio de exercícios regulares e adoção de uma dieta saudável.

Diabetes Monogênica

Diferente dos outros tipos, a diabetes monogênica é resultado da mutação de um único gene que pode afetar a produção ou efetividade da insulina no corpo. Esse tipo também é o mais raro entre os tipos.

Tipos de Diabetes Monogênica

A diabetes monogênica possui diferentes tipos, cada uma possuindo suas características e causas distintas, como: diabetes neonatal, associada à síndrome de Wolfram, e a diabetes associada à deficiência de células betas.

Causas, Sintomas e Diagnóstico

Os diferentes tipos de diabetes monogênica são causados de acordo com qual gene sofreu mutação. O seu diagnóstico é feito a partir de testes genéticos específicos, para determinar qual gene foi afetado, e por testes dos níveis de glicemia no sangue.

Os sintomas da diabetes monogênica incluem:

  • Sede excessiva;
  • Micção frequente;
  • Fome constante;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Visão embaçada.

Tratamento e Gerenciamento

O tratamento adotado para a diabetes monogênica depende do tipo e da gravidade da doença. O tratamento pode incluir o uso de medicamentos orais ou injeções de insulina, além de mudanças na dieta e prática regular de atividades físicas.

Uma parte importante do gerenciamento da diabetes monogênica é monitorar regularmente os níveis de glicose no sangue e seguir o plano de tratamento feito pelo médico que acompanha o caso. 

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Conclusão de Quantos tipos de diabetes existem

Os diferentes tipos de diabetes podem causar sintomas semelhantes e causar as mesmas consequências para a saúde, mas isso não significa que elas sejam iguais. As causas e tratamentos dos tipos de diabetes diferem, então é necessário procurar um médico.

Independente de quantos tipos existem, eles podem ser evitados e gerenciados através da alimentação saudável e equilibrada, e pela adoção da prática de exercícios físicos regulares. Caso esteja apresentando os sintomas dos diferentes tipos de diabetes, procure um médico para um diagnóstico apropriado.

Referências

  1. American Diabetes Association: https://www.diabetes.org/
  2. Diabetes UK: https://www.diabetes.org.uk/
  3. National Institute and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK): https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes 

Perguntas Frequentes

Quais são os 5 tipos de diabetes?

Os 5 tipos de diabetes são: Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2, Diabetes Gestacional, Diabetes Tipo 1.5 (LADA) e Diabetes Monogênica.

Qual é a diabetes tipo 3?

A diabetes tipo 3 é uma condição de saúde proposta como possível forma de demência relacionada ao Alzheimer que seria resultado da dieta e resistência à insulina. Esse tipo de diabetes ainda não é amplamente reconhecida pela comunidade médica ou é reconhecida como uma forma oficial da diabetes.

 


Sobre o autor

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Um time multidisciplinar formado por redatores pesquisadores e entusiastas de nutrição funcional, medicina integrativa e terapias holísticas. Artigos revisados por Nutricionistas e Médicos parceiros.

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