Talvez você já tenha se perguntado qual é a pior diabetes: tipo 1 ou tipo 2? Essa pode ser também a dúvida de muitas pessoas que convivem com essa condição.
Por isso, é importante conhecer esses dois tipos de diabetes para saber quais tratamentos são mais eficazes em cada caso.
Veja neste artigo o que é diabetes tipo 1 e tipo 2 e qual a mais grave para, assim, poder realizar os tratamentos adequados.
Explicação sobre qual é a pior diabetes tipo 1 ou tipo 2
Diabetes é uma condição de saúde na qual o organismo não produz quantidade suficiente de insulina ou não pode utilizar de forma adequada a insulina que produz.
A insulina é um tipo de hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue, fazendo com que as células utilizem a glicose para obter energia.
Caso o organismo não produza quantidade suficiente de insulina ou seu uso seja inadequado, os níveis de glicose no sangue podem aumentar, causando diversos problemas de saúde.
De forma geral, a diabetes tipo 1 se desenvolve durante a infância ou adolescência, mas pode se desenvolver também em adultos.
Já a diabetes tipo 2 se desenvolve mais em adultos, porém pode se desenvolver também em crianças e adolescentes.
Diabetes tipo 1
A diabetes tipo 1 é um tipo de doença crônica autoimune que atinge milhares de pessoas em todo o planeta.
O sistema imunológico do indivíduo que apresenta essa condição ataca e destrói as células que produzem a insulina no pâncreas, fazendo com que não haja produção de insulina ou que ela seja insuficiente.
Como a insulina é um tipo de hormônio que auxilia as células do organismo a absorver e utilizar a glicose como fonte de energia, quando essa produção se torna insuficiente, o açúcar começa a se acumular no sangue, levando a possíveis complicações de saúde.
Causas e fatores de risco
Não há uma causa exata da diabetes tipo 1, porém existem alguns fatores que podem contribuir para o aparecimento da doença, são eles: fatores genéticos e fatores ambientais.
Diante disso, pessoas que têm no histórico familiar casos de diabetes tipo 1 possuem um risco maior de desenvolver a doença.
Outros fatores, como algumas infecções por vírus (rubéola, sarampo ou vírus Coxsackie B), podem provocar uma resposta autoimune que pode desencadear a diabetes tipo 1.
Sintomas
Indivíduos com diabetes tipo 1 podem ter como sintomas: muita sede, vontade constante de urinar, fome frequente, perda de peso fora do normal, cansaço, visão embaçada, fraqueza e presença de cetonas na urina (sinal de que o organismo está utilizando gordura no lugar do açúcar para obter energia).
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da diabetes tipo 1 é feito com testes que avaliam o nível de açúcar no sangue e também testes de urina.
Caso o nível de açúcar esteja elevado, pode ser preciso realizar outro tipo de teste chamado de teste de anticorpos para ter certeza do resultado de diabetes tipo 1.
Em relação ao tratamento, é necessário usar injeções de insulina para controlar os níveis de açúcar e também fazer alguns ajustes no tipo de medicação se for preciso.
Quem tem diabetes tipo 1 precisa, ainda, seguir uma dieta balanceada e saudável, realizar exercícios físicos regulares e evitar certos costumes, como fumar e consumir álcool.
Possíveis complicações
A diabetes tipo 1 pode provocar graves complicações de saúde se não for tratada de forma correta, pois os altos níveis de açúcar podem afetar os vasos sanguíneos, nervos e órgãos do corpo, danificando-os e provocando doenças do coração, insuficiência dos rins, amputação de membros, derrames e cegueira.
Por isso, é necessário que indivíduos com diabetes tipo 1 tenham um acompanhamento médico constante para que essa condição seja controlada e sejam prevenidas as complicações.

Diabetes tipo 2
Na diabetes tipo 2 o organismo não usa de forma adequada a insulina ou não produz a quantidade necessária para controlar os níveis de açúcar no sangue.
A diabetes tipo 2 é uma doença crônica que ocorre mais em adultos, sendo possível afetar crianças e adolescentes, e pode levar a sérias complicações se não for tratada de forma correta.
Causas e fatores de risco
A diabetes tipo 2 pode ser causada por uma série de fatores genéticos e ambientais. A obesidade, por exemplo, é um dos principais fatores que podem desencadear a diabetes tipo 2, pois o excesso de gordura pode prejudicar a capacidade do corpo de utilizar a insulina de forma correta.
Além do excesso de gordura, outro fator que pode aumentar as chances de desenvolver a diabetes tipo 2 é a falta de exercícios físicos, alimentação pobre em nutrientes, idade avançada e histórico familiar de diabetes.
Sintomas
Indivíduos com diabetes tipo 2 podem apresentar os seguintes sintomas: sede em excesso, vontade frequente de urinar, apetite constante, visão embaçada, cansaço, infecções constantes, feridas com difícil cicatrização.
Apesar desses sintomas, existem casos em que pessoas com diabetes tipo 2 não sabem que têm a doença por não apresentarem sintomas evidentes.
Diagnóstico e tratamento
Para ter um diagnóstico preciso de diabetes tipo 2, é necessária a realização de exames de sangue para avaliar se os níveis de açúcar estão constantemente altos, sendo possível a realização de exames adicionais para a confirmação do resultado.
Em relação ao tratamento, é preciso associar mudanças de hábitos e medicação. As mudanças devem ocorrer na alimentação e no nível de atividade física, para que sejam controlados os níveis de açúcar no sangue. O uso da medicação também pode ser necessário para regular os níveis de açúcar.
Possíveis complicações
Se não for tratada de forma adequada, a diabetes tipo 2 pode provocar graves problemas de saúde, pois os altos níveis de açúcar no sangue podem afetar vasos sanguíneos, nervos e órgãos do corpo, danificando-os e desencadeando outros problemas de saúde, como doenças do coração, insuficiência dos rins, derrames, amputação de membros e cegueira.
Assim como na diabetes tipo 1, é necessário ter um acompanhamento médico constante para monitorar a saúde e prevenir outros problemas mais graves.
Qual é a pior diabetes tipo 1 ou tipo 2?
Qual é a pior diabetes tipo 1 ou tipo 2? Tanto a diabetes tipo 1 quanto a diabetes tipo 2 são estados de saúde graves e têm sua forma de tratamento. Veja, a seguir, as diferenças entre elas:
Diferenças entre as causas e fatores de risco
A diabetes tipo 1 é provocada por uma resposta autoimune na qual o sistema imunológico ataca e destrói as células que produzem insulina no pâncreas. Um fator de risco importante é o histórico familiar de diabetes tipo 1 que pode levar a um risco maior de desenvolver essa condição.
Já a diabetes tipo 2 é provocada por diversos fatores que podem ser genéticos e ambientais, como obesidade, falta de atividades físicas, alimentação com poucos nutrientes e idade avançada.
Diferenças nos sintomas
Na diabetes tipo 1 os sintomas mais comuns são: vontade constante de urinar, muita sede, cansaço, excessiva perda de peso, visão embaçada.
No caso da diabetes tipo 2, os sintomas incluem: vontade frequente de urinar, cansaço, muita sede, visão embaçada, feridas com difícil cicatrização e infecções constantes.
Existem casos de indivíduos com diabetes tipo 2 que não apresentam sintomas evidentes dessa condição.
Diferenças no diagnóstico e tratamento
Na diabetes tipo 1 o diagnóstico é realizado por meio de exames para detectar os níveis de açúcar no sangue e na urina associados a testes de anticorpos para a confirmação do resultado.
O tratamento para diabetes tipo 1 inclui injeções de insulina para regular os níveis de açúcar no sangue.
Já no caso da diabetes tipo 2, o diagnóstico é feito por meio de exames para detectar o açúcar no sangue.
O tratamento para a diabetes tipo 2 inclui: alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos, além do uso de remédios, se for preciso, para auxiliar no controle dos níveis de açúcar.
Diferenças nas possíveis complicações
Diante do que já foi exposto, ainda podem existir dúvidas sobre qual é a pior diabetes: tipo 1 ou tipo 2. No entanto, os dois tipos de diabetes podem levar a sérias complicações se não forem diagnosticadas e tratadas de forma correta.
Na diabetes tipo 1 as complicações mais comuns são: doenças do coração, insuficiência dos rins, derrames, amputação de membros e até mesmo cegueira.
A diabetes tipo 2 pode apresentar complicações parecidas com a diabetes tipo 1, além da neuropatia que consiste em um dano nos nervos que pode causar problemas de locomoção, dormência e dores.

Conclusão de qual é a pior diabetes tipo 1 ou tipo 2?
A diabetes é uma condição de saúde crônica que atinge milhares de pessoas em todo o planeta. Tanto a diabetes tipo 1 quanto a diabetes tipo 2 apresentam algumas diferenças em relação às causas, diagnóstico, sintomas, tratamentos e prováveis complicações.
Embora algumas pessoas tenham dúvidas sobre qual é a pior diabetes: tipo 1 ou tipo 2, as duas condições devem ter acompanhamento médico adequado para a realização do diagnóstico e indicação do melhor tratamento.
Referências
- American Diabetes Association: https://www.diabetes.org/
- Diabetes UK: https://www.diabetes.org.uk/
- National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes
Perguntas Frequentes
Qual o tipo de diabetes que é mais perigoso 1 ou 2?
Tanto a diabetes tipo 1 quanto a diabetes tipo 2 são estados de saúde graves e podem desencadear outros problemas de saúde. Por esse motivo, embora tenham alguns sintomas semelhantes, não é indicado compará-las, pois cada uma tem suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos e eventuais complicações.
Quem tem diabetes tipo 2 é perigoso?
A diabetes tipo 2 é uma condição que precisa de tratamento e monitoramento adequado dos sintomas para prevenir complicações mais graves. Por isso, é fundamental que indivíduos com diabetes tipo 2 tenham seus níveis de açúcar monitorados e recebam tratamentos apropriados.
Qual a diferença da diabete tipo 1 para tipo 2?
Na diabetes tipo 1 o organismo não produz quantidade suficiente de insulina. Esse tipo de diabetes é mais comum em crianças e jovens adultos. Já na diabetes tipo 2 o organismo não consegue usar de forma adequada a insulina que produz ou não a produz de forma suficiente. A diabetes tipo 2 é mais comum em adultos e está relacionada a fatores, como: obesidade, idade avançada e falta de atividade física.