A creatina é um dos suplementos mais estudados pela ciência, com evidências que apoiam os seus efeitos ergogênico e terapêutico nos músculos, como aumento da força muscular, da massa magra e desempenho do exercício/função muscular, especialmente quando combinado com exercícios (Roschel H. et al, 2021; Maughan et al. 2018).
É composta por 3 aminoácidos (glicina, arginina e metionina) de ocorrência natural presente nos tecidos musculares e no cérebro. Em 1832, o cientista francês Michel Eugene Chevreul a identificou e a nomeou como creatina.
Papel da Creatina
O papel da creatina é otimizar a energia das células, ou seja, gerar fornecimento rápido de energia, transferindo o fosfato (P) da fosfocreatina (PCr) para o difosfato de adenosina (ADP), ressintetizando e transformando em trifosfato de adenosina (ATP), que é a nossa “moeda energética” do organismo (Roschel H. et al, 2021; Maughan et al. 2018).
Embora a maior parte da creatina total do corpo seja encontrada no músculo esquelético, o cérebro é também um tecido metabolicamente muito ativo, respondendo por até 20% da energia do corpo (Roschel H. et al, 2021). É encontrada em nossas células, sendo 95% no tecido muscular e 5% no cérebro e nas gônadas.
Evidências científicas também mostram que a creatina pode ser benéfica para a saúde do cérebro. Apresenta função antioxidante direto e indireto e têm efeitos terapêuticos em doenças neurodegenerativas e pode atenuar fadiga mental, favorecendo assim o desempenho (Roschel H. et al, 2021; Kreider et al., 2017).
Pesquisas demonstraram que a suplementação de creatina pode melhorar a recuperação pós-exercício, prevenção de lesões, termorregulação, reabilitação e concussão e/ou neuroproteção da medula espinhal. Além disso, uma série de clínicas de aplicações de suplementação de creatina foram estudadas envolvendo doenças neurodegenerativas (por exemplo, distrofia, Parkinson, doença de Huntington), diabetes, osteoartrite, fibromialgia, envelhecimento, isquemia cerebral e doença cardíaca (Maughan et al. 2018; Kreider et al., 2017).
Podem ser fornecidos benefícios significativos para a saúde, se garantida a ingestão dietética habitual de creatina (3 g/dia a 5 g/dia) ao longo da vida (Maughan et al. 2018; Kreider et al., 2017).
Veja mais artigos como este no blog do Novidade Saudável.
Referências:
Hamilton Roschel, Bruno Gualano, Sergej M. Ostojic and Eric S. Rawson. Creatine Supplementation and Brain Health. Nutrients, 2021, 13, 586. https://doi.org/10.3390/nu13020586
Kreider et al. Journal of the International Society of Sports Nutrition (2017) 14:18 DOI 10.1186/s12970-017-0173-z
Maughan et al. IOC Consensus Statement: Dietary Supplements and the High-Performance Athlete. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 2018, 28, 104-125 https://doi.org/10.1123/ijsnem.2018-0020