Candidíase Crônica: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes - Novidade Saudável

Candidíase Crônica: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

Avatar de Novidade Saudável Escrito por   | 10 de agosto de 2023

A candidíase é uma infecção fúngica comum, causada pelo fungo Candida, que pode afetar diferentes partes do corpo. A infecção costuma ocorrer em momentos em que o corpo está com imunidade baixa, permitindo que o Candida possa se proliferar, e o seu tratamento envolve erradicar o fungo e aliviar os sintomas. Contudo, há situações em que a infecção se torna recorrente e persistente, sendo então chamada de candidíase crônica, que pode ser dolorosa e inconveniente.

Veja a seguir quais são as causas e sintomas da candidíase crônica, quais os tratamentos disponíveis e meios de prevenção dessa infecção.

O que é Candidíase Crônica e suas causas?

A candidíase crônica é uma infecção fúngica que pode afetar diferentes partes do corpo, como pele, boca, unhas, região genital, e o sistema digestivo. Ela recebe o nome de “crônica” quando a infecção recorre e persiste por um longo período, surgindo diversas vezes ao longo de um ano, tornando-se incômoda e difícil de tratar.

A candidíase crônica é causada quando o fungo Candida, que está presente no nosso organismo, e se aproveita quando o corpo fornece condições favoráveis para ele para se proliferar e causar a infecção, como sistema imunológico fraco e desequilíbrio hormonal. Outros fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento da candidíase crônica, incluindo:

  • Uso excessivo de antibióticos;
  • Uso de corticosteroides;
  • Diabetes;
  • Gravidez;
  • Obesidade;
  • Uso de contraceptivos orais ou DIU;
  • HIV/AIDS;
  • Desnutrição;
  • Uso de roupas apertadas e sintéticas;
  • Higiene inadequada;
  • Estresse crônico;
  • Desequilíbrios hormonais.

É relevante destacar que a candidíase crônica pode, muitas vezes, ser multifatorial.

Candidíase Crônica

Em quais países a candidíase é mais diagnosticada?

A candidíase é uma infecção fúngica comum, e pode ocorrer em qualquer parte do mundo. Entretanto, alguns fatores podem aumentar o risco de infecções ocorrerem em certos países ou populações.

Um desses fatores é o clima. Países com clima tropical ou subtropical podem fornecer ambientes quentes e úmidos, o que promove o crescimento de fungos como o Candida. Por isso, países como Brasil, Índia, México, Nigéria e Filipinas possuem maiores taxas de infecções fúngicas.

Outro fator que pode contribuir para o predomínio da candidíase é o status socioeconômico. Países com populações de baixa renda podem possuir taxas elevadas de infecções fúngicas pela falta de acesso à higiene e saneamento básico.

Certos grupos populacionais também estão mais propensos a desenvolver a candidíase do que outros. Indivíduos com HIV ou outras condições que causam o enfraquecimento do sistema imunológico estão mais vulneráveis a infecções e doenças como a candidíase. Pessoas que fazem uso de antibióticos, corticosteroides ou outro medicamento que afeta a imunidade a longo prazo também estão com risco mais elevado de desenvolverem a infecção.

Entretanto, mesmo que a candidíase possa ocorrer em qualquer lugar, seu diagnóstico e tratamento dependerão do acesso a atendimento médico da população.

Sintomas da Candidíase Crônica

Os sintomas da candidíase crônica podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir:

  • Infecções recorrentes: a candidíase crônica é caracterizada por episódios frequentes de infecção que podem ocorrer várias vezes ao ano.
  • Coceira e irritação: a coceira e irritação são sintomas comuns da candidíase crônica e podem afetar a vagina, pênis, pele e outras áreas do corpo.
  • Descarga anormal: em mulheres, a candidíase crônica pode causar uma descarga vaginal anormal, que pode ser branca ou amarelada e espessa.
  • Dor durante a relação sexual: a candidíase crônica pode causar dor durante a relação sexual, especialmente em mulheres.
  • Dor e inchaço na região genital: em casos graves, a candidíase crônica pode causar dor e inchaço na região genital.
  • Infecções nas unhas: a candidíase crônica pode afetar as unhas, o que pode ocasionar infecções recorrentes.
  • Fadiga e fraqueza: em alguns casos, a candidíase crônica pode causar fadiga e fraqueza, especialmente se não for tratada adequadamente.
  • Problemas de digestão: em casos graves, a candidíase crônica pode afetar o sistema digestivo, causando problemas de digestão, inchaço e diarreia.
  • Problemas de memória e concentração: é possível que a candidíase crônica possa afetar a memória e a concentração em algumas pessoas.
  • Alterações de humor: em alguns casos, a candidíase crônica pode afetar o humor, causando ansiedade, depressão e irritabilidade.

Caso esteja apresentando esses sintomas ou suspeite estar infectado com candidíase, realize a consulta com um médico para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Candidíase pode ser transmitida?

Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), a candidíase pode ser transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão costuma ocorrer pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por Candida.

Alguns dos meios mais comuns de transmissão incluem:

  • Contato sexual: a transmissão da candidíase pode ocorrer pelo contato sexual oral, vaginal ou anal com um parceiro infectado.
  • Contato com objetos infectados: é possível contrair candidíase através do uso ou contato de objetos contaminados, como roupas íntimas, toalhas, escovas de dentes ou outros objetos pessoais.
  • Transmissão mãe-filho: bebês podem ser infectados durante o parto caso a mãe estiver infectada com Candida.
  • Contato com animais infectados: animais, como cachorros e gatos, também podem transmitir candidíase para humanos.

Nem todas as pessoas que entram em contato com o Candida desenvolvem candidíase, pois a infecção requer ambientes favoráveis para se desenvolver, como um sistema imunológico enfraquecido ou excesso de açúcar no organismo. Uma das formas de se prevenir da infecção ou transmissão da candidíase é ter boas medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, e usar preservativos nas relações sexuais.

Como é feito o diagnóstico da Candidíase Crônica?

O diagnóstico de candidíase crônica pode ser difícil, visto que os sintomas podem variar e ser semelhantes aos de outras condições de saúde.

Para realizar o diagnóstico, o médico provavelmente irá começar com uma avaliação clínica e histórico médico do paciente para determinar se a candidíase crônica é a causa dos sintomas. Também podem ser feitas perguntas a respeito da frequência e gravidades das infecções anteriores por Candida.

Um exame físico também pode ser necessário para a avaliação dos sintomas e aparência da área afetada, além da coleta de uma amostra para confirmar a presença do Candida. Adicionado a isso, o médico pode requisitar um exame de sangue para avaliar o sistema imunológico do paciente e descartar outras causas para os sintomas. Em alguns casos, a realização de uma cultura para identificar a cepa específica do Candida que está causando a infecção pode ser necessária, algo que pode ser útil caso o tratamento com antifúngicos convencionais sejam ineficientes.

Além disso, é necessário considerar fatores subjacentes que possam contribuir para a aparição da infecção ao realizar o diagnóstico da candidíase crônica. Por exemplo, se o paciente é portador de HIV, diabético, ou se utiliza algum medicamento que enfraquece o sistema imunológico, como corticosteroides.

Por esses motivos, é importante buscar por consulta médica se sentir sintomas de candidíase ou suspeitar que possa estar com candidíase crônica para obter um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Dessa maneira, é possível evitar complicações a longo prazo.

Tratamentos convencionais para Candidíase Crônica

Os tratamentos convencionais para candidíase crônica costuma utilizar antifúngicos, que podem ser aplicados por meio oral, tópico ou por infusão intravenosa. É possível que o tratamento se estenda por um período prolongado, que podem ser semanas ou mesos, dependendo da gravidade da infecção. 

Por isso, o tratamento da candidíase crônica pode ser desafiador, pois pode demorar ou complicado erradicar a infecção completamente.

Os tratamentos convencionais para candidíase crônica que podem ser utilizados são:

  • Antifúngicos orais: são medicamentos tomados por via oral e o tratamento para candidíase crônica com eles costuma durar entre duas a quatro semanas, porém seu uso pode ser prolongado em casos de infecções mais graves. O uso desses medicamentos pode causar dor de cabela, náusea, diarreia e tontura.
  • Antifúngicos tópicos: esses medicamentos vêm no formato de cremes, loções e pomadas. Eles são aplicados diretamente na área afetada pela infecção, sendo eficazes em casos leves ou moderados.
  • Terapia hormonal: utilizado caso desequilíbrios hormonais estejam contribuindo para a candidíase crônica.
  • Terapia de imunomodulação: utilizada para fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de infecção recorrente.
  • Terapia psicológica: pode ser útil em casos que o paciente tenham a sua imunidade enfraquecida, que pode contribuir para a candidíase crônica, devido estresse crônico, ansiedade ou outros problemas emocionais.

O tratamento da candidíase crônica pode necessitar de uma abordagem multifatorial, adicionando mudanças no estilo de vida e na dieta aos tratamentos convencionais. Essas mudanças podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico para reduzir o risco de infecção pelo Candida.

Adicionado a isso, é necessário tomar medinas preventivas, como evitar roupas apertadas, manter a higiene pessoal e praticar sexo seguro.

Como prevenir a Candidíase Crônica?

Existem medidas de prevenção que podem ser tomadas para reduzir o risco de infecções pelo Candida ou para prevenir a ocorrência da candidíase crônica.

Algumas dicas de como prevenir a candidíase crônica incluem:

  • Mantenha uma boa higiene pessoal: ter boa higiene é essencial para a prevenção da infecção por Candida. Lave as mãos regularmente e evite compartilhar toalhas, roupas íntimas e outros itens pessoais.
  • Use roupas folgadas e respiráveis: roupas sintéticas e apertadas podem aumentar a umidade e aumentar o risco de infecção por Candida, então opte por roupas folgadas e respiráveis, como algodão e linho.
  • Mantenha-se seco: ficar úmido por muito tempo pode ajudar a promover o crescimento de Candida. Por isso, mantenha-se seco em ambientes úmidos e troque de roupa íntima e de banho regularmente.
  • Tenha uma dieta equilibrada: manter uma dieta equilibrada e saudável pode ajudar no fortalecimento do sistema imunológico e na redução do risco de infecção por Candida. Evite alimentos ricos em açúcar e carboidratos refinados, que podem aumentar o crescimento de Candida.
  • Gerencie o estresse: estresse crônico pode enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de infecção por Candida. Encontre maneiras saudáveis de gerenciar o estresse, como meditação, ioga ou exercícios de respiração.
  • Pratique sexo seguro: use preservativos durante o sexo para reduzir o risco de infecção por candidíase genital.
  • Evite o uso excessivo de antibióticos: utilizar antibióticos em excesso pode matar as bactérias saudáveis ​​do corpo e aumentar o risco de infecção por Candida. Use antibióticos apenas quando necessário e siga as instruções do seu médico.
  • Consulte um médico: caso você tenha sintomas de candidíase crônica, é importante consultar um médico para a obtenção de um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado para sua condição. Quanto antes o tratamento iniciar, melhores serão as chances de seu sucesso

Candidíase Crônica

Conclusão

A candidíase crônica pode ser uma condição difícil de tratar e diagnosticar, porém, é possível realizar o tratamento com sucesso, principalmente quando ele começa no início da infecção. Por isso, é necessário estar atento aos sintomas da candidíase, principalmente se eles retornam depois da infecção já ter sido tratada.

Também é necessário prevenir que se formem ambientes favoráveis para a proliferação do Candida, o que permite que a candidíase crônica ocorra. Essas medidas de prevenção envolvem hábitos de higiene e autocuidado, como manter uma dieta equilibrada, usar preservativos nas relações sexuais, manter boa higiene pessoal, e não usar roupas apertadas e úmidas.

Caso perceba sintomas de candidíase ou de candidíase crônica, consulte com um médico para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.

Referências

Mayo Clinic (em inglês): https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/ameloblastoma/doctors-departments/ddc-20351280

Healthline (em inglês): https://www.healthline.com/health/chronic-candidiasis

Centers for Disease Control and Prevention (em inglês): https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/chronic-mucocutaneous/index.html 

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas da candidíase crônica?

Os sintomas de candidíase crônica podem incluir: coceira, vermelhidão, inchaço, dor durante a relação sexual, desconforto ao urinar e secreção vaginal amarelada ou esbranquiçada com grumos em mulheres

Qual o melhor remédio para candidíase crônica?

Não existe um “melhor tratamento” para candidíase crônica, pois cada caso da doença é único e o tratamento utilizado pode variar conforme a gravidade dos sintomas e local da infeção. Por isso é importante procurar um médico para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

Qual a causa da candidíase crônica?

A candidíase crônica pode ter causas multifatoriais e incluir  fatores biológicos, ambientais e psicológicos. Os fatores biológicos incluem: desequilíbrios hormonais, deficiências nutricionais, uso excessivo de antibióticos e disfunções imunológicas. Os fatores ambientais incluem: o uso de roupas apertadas, estresse crônico, falta de higiene e dieta inadequada. E entre os fatores psicológicos estão: ansiedade, depressão e outros problemas emocionais. Por isso é necessário a consulta com um médico para a realização de um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. 


Sobre o autor

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Um time multidisciplinar formado por redatores pesquisadores e entusiastas de nutrição funcional, medicina integrativa e terapias holísticas. Artigos revisados por Nutricionistas e Médicos parceiros.

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