Tratar candidíase: dicas para combater essa infecção fúngica - Novidade Saudável

Tratar candidíase: dicas para combater essa infecção fúngica

Avatar de Novidade Saudável Escrito por   | 14 de agosto de 2023

A candidíase é uma infecção fúngica comum em homens e mulheres, que pode ocorrer em diferentes partes do corpo. Existem diferentes formas de tratar candidíase apropriadamente e sem causar efeitos negativos, além de meios para sua prevenção e alívio dos sintomas.

Veja a seguir meios de prevenir, aliviar e tratar candidíase.

Explicação sobre a candidíase e suas causas

Candidíase é uma infecção fúngica causada pelo fungo Candida, que está presente naturalmente na pele, boca, no trato digestivo e no trato genital. Alguns fatores podem fazer com que o fungo cresça em excesso e causar infecções.

  • Uso de antibióticos: o uso excessivo ou sem cuidado desse tipo de medicamento pode matar bactérias saudáveis ​​e permitir que o fungo Candida cresça.
  • Sistema imunológico enfraquecido: sob essas condições, o corpo não tem como se proteger da proliferação do Candida.
  • Diabetes: os altos níveis de açúcar no organismo de pessoas com essa doença pode criar um ambiente favorável para o crescimento de fungos como o Candida.
  • Gravidez: as mudanças hormonais durante a gravidez podem aumentar o risco de candidíase.
  • Uso de anticoncepcionais: alguns tipos de anticoncepcionais podem aumentar o risco de candidíase.
  • Dieta rica em açúcar: uma dieta ria em açúcar contribui para a formação de um ambiente vantajoso para a proliferação do Candida.
  • Umidade excessiva: ambientes quentes e úmidos, como as que os causados por roupas de ginásticas suadas, aumentam o risco de candidíase.

Sintomas da candidíase

A candidíase pode afetar homens e mulheres, e pode surgir em diferentes partes do corpo, incluindo: boca, região genital e pele.

Vejamos a seguir quais são os sintomas de cada tipo e candidíase e como ela se manifesta em homens e mulheres.

Descrição dos sintomas mais comuns

Dependendo de onde o Candida causa a infecção, os sintomas se manifestam de uma determinada forma. Os sintomas mais comuns da candidíase, conforme a área afetada, são:

  • Candidíase oral: também conhecida como “sapinho”, esse tipo de candidíase faz com que lesões apareçam na boca e língua, se manifestando como manchas esbranquiçadas. Ela pode causar dor ao engolir, sensação de ardência na boca, mau hálito, e anormalidades no paladar.
  • Candidíase vaginal: bastante comum em mulheres, causando coceira, vermelhidão e inchaço na região genital. Também é comum que o corrimento vaginal fique branco e grumoso, e dor durante a relação sexual e ao urinar.
  • Candidíase peniana: ocorre com mais frequência em homens não circuncidados, causando coceira, vermelhidão, inchaço, dor durante a relação sexual, e dor ou desconforto ao urinar.
  • Candidíase na pele: na pele, a candidíase causa erupções cutâneas vermelhas e coceira. Costuma ocorrer nas áreas mais úmidas e quentes do corpo, como entre os dedos das mãos e dos pés, embaixo das mamas e na virilha.

Como a infecção afeta homens e mulheres

A candidíase pode afetar homens e mulheres, mas a infecção ocorre de formas diferentes.

A candidíase genital, quando afeta os homens, causa coceira, vermelhidão e inchaço no pênis. Em casos mais graves, podem ocorrer feridas ou lesões na região genital, além de dor durante a relação sexual e na micção.

Em mulheres, a candidíase genital afeta a vagina e a região da vulva. A infecção também pode causar inchaço, coceira, inchaço, irritação, dor na relação sexual e desconforto ao urinar, mas há a presença de secreção vaginal anormal, de cor branca e com grumos. Essa secreção não acontece quando a candidíase genital afeta homens.

Ambos os sexos podem desenvolver candidíase oral, que causa feridas com uma camada esbranquiçada na boca e na língua. Ambos também podem desenvolver candidíase em diferentes partes do corpo, como pele e unhas, que causa manchas avermelhadas e coceira.

Tratar candidíase

Fatores de risco

  • Diabetes: o risco de desenvolvimento de candidíase para pessoas com essa doença é aumentado devido aos altos níveis de açúcar no sangue, que pode criar um ambiente vantajoso para a proliferação do fungo.
  • Uso de antibióticos: o uso prolongado ou sem responsabilidade desse tipo de medicamento pode matar a flora bacteriana “boa” do corpo, permitindo que o Candida se multiplique.
  • Uso de corticosteroides: a imunidade pode ser enfraquecida devido ao uso de medicamentos à base de cortisona, favorecendo o aparecimento da candidíase.
  • Gravidez: as alterações hormonais que ocorrem na gravidez pode aumentar o risco de candidíase em mulheres.
  • Sistema imunológico enfraquecido: o risco de desenvolvimento de candidíase aumenta quando a imunidade está baixa, pois o organismo não consegue impedir a proliferação do Candida.

Condições que podem aumentar o risco de candidíase

Certas condições de saúde, medicamentos e outros fatores podem aumentar as chances da candidíase se desenvolver. Entre elas, estão inclusas:

  • Sistema imunológico enfraquecido: indivíduos que estão com sua imunidade enfraquecida, como aqueles com HIV/AIDS, câncer ou utilizando medicamentos imunossupressores, estão em maior risco de desenvolver candidíase.
  • Uso prolongado de antibióticos: utilizar antibióticos por muito tempo pode eliminar as bactérias benéficas no corpo e permitir que o Candida se prolifere e cause infecção.
  • Diabetes: os altos níveis de açúcar no sangue de quem não gerencia bem essa doença favorece o crescimento do Candida.
  • Gravidez: as chances da candidíase ocorrer em mulheres gestantes aumenta devido às alterações hormonais que ocorrem.
  • Uso de contraceptivos: o risco de candidíase ocorrer em mulheres é aumentado quando a mulher usa pílulas anticoncepcionais.
  • Uso de produtos de higiene pessoal: utilizar certos produtos de higiene, como sabonetes e duchas vaginais, pode prejudicar o equilíbrio natural da flora vaginal e aumentar o risco de candidíase.
  • Relação sexual: a candidíase pode ser transmitida entre pessoas via relações sexuais que ocorrem sem o uso de contraceptivos.

Estilo de vida e hábitos que podem desencadear a infecção

  • Roupas apertadas e úmidas: usar roupas apertadas e úmidas, como roupas de academia ou roupas de banho molhadas, por longos períodos pode favorecer crescimento do Candida por criar um ambiente úmido e quente.
  • Higiene íntima inadequada: não ter boa higiene na região íntima favorece a multiplicação do Candida.
  • Dieta rica em açúcar e carboidratos: ter uma alimentação com excesso de carboidratos e açúcar auxilia na criação de um ambiente favorável para a proliferação do fungo.
  • Uso de produtos perfumados: utilizar produtos perfumados, tais como desodorantes e sabonetes, na região genital pode causar irritação na pele e favorecer o aparecimento da candidíase.

Medicamentos antifúngicos disponíveis no mercado

Por ser uma infecção fúngia, tratar candidíase requer a utilização de medicamentos antifúngicos. 

Essa medicação deve ser prescrita por um médico, que considera a localização e gravidade da infecção. Os remédios para tratar candidíase podem ser administrados por via oral, tópica e intravenosa, esse meio é determinado com base na necessidade do paciente.

Alguns dos principais medicamentos antifúngicos disponíveis no mercado utilizados para tratar candidíase incluem:

  • Fluconazol: medicamento oral usado para tratar infecções por Candida na boca, garganta, esôfago, pulmões, sangue, órgãos internos e genitais.
  • Itraconazol: medicamento oral usado para tratar a candidíase cutânea, ungueal e sistêmica. Também pode ser usado para tratar infecções por Candida na boca e garganta.
  • Nistatina: medicamento tópico usado para tratar infecções por Candida na pele, boca ou garganta.
  • Anfotericina B: medicamento intravenoso usado para tratar infecções graves por Candida que não respondem a outros tratamentos. É administrado em um hospital e pode causar efeitos colaterais graves.
  • Caspofungina: medicamento intravenoso usado para tratar infecções por Candida na corrente sanguínea, abdômen e esôfago. É administrado em um hospital.

Efeitos colaterais comuns e possíveis precauções

O uso de medicamentos antifúngicos podem causar efeitos colaterais em algumas pessoas.

Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Erupções cutâneas;
  • Alergias.

Algumas precauções que devem ser tomadas antes de iniciar um tratamento com medicamentos antifúngicos para evitar reações e efeitos colaterais negativos incluem:

  • Informar ao médico sobre medicamentos que você esteja tomando no momento da consulta.
  • Informar ao médico sobre qualquer alergia a medicamentos e substâncias que você possua.
  • Tomar a medicação seguindo a prescrição à risca, respeitando instruções de dosagem e duração do tratamento.
  • Informar o médico imediatamente caso tenha qualquer efeito colateral grave.
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas enquanto estiver tomando os medicamentos antifúngicos, pois pode interferir na eficácia do tratamento.

Remédios naturais para tratar candidíase

Além dos tratamentos medicamentosos, é possível utilizar remédios naturais para tratar candidíase. Muitas pessoas optam pelo uso de remédio naturais por causarem menos desconfortos e efeitos colaterais.

Opções de tratamentos naturais para a candidíase

Existem diversas opções de tratamentos naturais para a candidíase. Alguns desses remédios naturais para tratar candidíase incluem:

  • Probióticos: seu uso auxilia a reposição da flora bacteriana saudável do corpo, assim ajudando a prevenir a proliferação do Candida. Probióticos podem ser encontrado em alimentos como iogurte, kefir e chucrute, ou em suplementos em cápsulas, ou pó
  • Óleo de coco: devido à presença de ácido láurico, que possui propriedades antifúngicas, o óleo de coco pode reduzir o crescimento de fungos. Ele pode ser consumido na dieta ou aplicado topicamente na área afetada.
  • Óleo essencial de orégano: esse óleo essencial possui carvacrol e timol, substâncias com propriedades antifúngicas, que podem auxiliar a tratar candidíase. Para usar o óleo essencial de orégano, é necessário diluí-lo em um óleo carreador, como o óleo de coco, e utilizar a mistura topicamente.
  • Alho: o consumo do alho cru, cozido ou em cápsulas, pode ajudar a tratar candidíase por ele possuir compostos antifúngicos.
  • Chá de camomila: essa erva possui propriedades anti-inflamatórias, que podem aliviar a coceira e inflamação causadas pela candidíase oral. Além de ser consumido, pode ser usado como enxaguante bucal.
  • Dieta antifúngica: adotar uma dieta rica em alimentos antifúngicos, como alho, gengibre, óleo de coco e chá verde, pode ser um meio de combater e evitar a proliferação de fungos. Também é importante evitar medicamentos que piorem a infecção da candidíase, como açúcar refinado, alimentos processados e bebidas alcoólicas.
  • Óleo de melaleuca: esse óleo possui propriedade antifúngicas que podem ajudar a tratar candidíase. Ele pode ser aplicado topicamente na pele ou usado como enxaguante bucal.
  • Vinagre de maçã: esse vinagre possui propriedades antifúngicas e pode auxiliar a reequilibrar o pH vaginal. Quando diluído em água, pode ser utilizado como lavagem vaginal.
  • Chá de calêndula: devido às suas propriedades anti-inflamatórias, pode ser utilizado para aliviar a coceira e a inflamação da candidíase. Ele pode ser consumido ou usado como enxaguante bucal.
  • Banho de assento com bicarbonato de sódio: esse método pode auxiliar no alívio da coceira e da inflamação na área íntima. Basta adicionar ½ xícara de bicarbonato de sódio à água do banho de assento.

Benefícios e eficácia desses remédios

Os tratamentos naturais para candidíase podem ter resultados positivos, porém sua eficácia varia conforme a pessoa. Adicionado a isso, a eficácia da maioria dos remédios naturais para candidíase não possuem comprovação de sua eficácia.

Alguns dos benefícios do uso de remédios naturais para tratar candidíase incluem:

  • Menos efeitos colaterais em comparação com os medicamentos antifúngicos prescritos.
  • Menor risco de resistência antimicrobiana.

O ideal consultar com seu médico sobre utilizar esses remédios naturais para complementar o tratamento medicamentoso.

Prevenção da candidíase

A candidíase pode ser tratada por meio de medicamentos antifúngicos, porém existem maneiras de prevenir a ocorrência da infecção. Vejamos algumas dessas maneiras a seguir.

Medidas preventivas que podem ser tomadas para evitar a infecção

Certas medidas preventivas podem ser aplicadas em sua rotina, atitudes e uso de produtos que podem reduzir as chances de infecções por candidíase ocorrerem.

Algumas medidas preventivas que podem ser tomadas para evitar a infecção incluem:

  • Mantenha a higiene íntima: limpe a região íntima com água e sabonete neutro diariamente, e seque bem com uma toalha limpa, seca e macia. A boa higiene na área íntima ajuda na prevenção da candidíase.
  • Use roupas íntimas de algodão: roupas íntimas de tecido sintético ou muito apertadas podem aumentar a umidade e a temperatura na região genital, contribuindo para a proliferação do fungo. Por isso, prefira roupas íntimas confortável e feitas de algodão, que permitem a respiração da pele.
  • Evite duchas vaginais: o equilíbrio da flora vaginal pode ser perturbado e o risco da ocorrência de candidíase aumentar quando duchas vaginais são realizadas com frequência.
  • Limite o uso de antibióticos: o uso desnecessário ou prolongado de antibióticos pode perturbar a flora natural do corpo, o que pode favorecer a ocorrência da candidíase. Utilize antibióticos apenas quando e como um médico instruir. 
  • Evite o uso de produtos irritantes: alguns tipos de produtos de higiene pessoal, como sabonetes e cremes perfumados, podem irritar a pele e aumentar o risco de ocorrência da candidíase.
  • Pratique sexo seguro: o uso de preservativos pode ajudar a prevenir a candidíase transmitida sexualmente.

Estilo de vida e hábitos saudáveis que podem ajudar na prevenção

A adoção de certos hábitos saudáveis também podem ajudar na prevenção da candidíase. Entre eles estão:

  • Mantenha um peso saudável: o peso excessivo pode aumentar o risco de ocorrência de candidíase devido o tecido adiposo reter umidade, favorecendo a proliferação do fungo.
  • Reduza o estresse: o sistema imunológico pode ser afetado negativamente pelo estresse, deixando o organismo suscetível a infecções como a candidíase. Por isso, reduza o estresse através da adoção de técnicas como meditação, yoga e exercícios de respiração.
  • Durma o suficiente: o sono restaurados auxilia na manutenção do sistema imunológico. Por isso, certifique-se de dormir pelo menos 7 a 8 horas por noite em um ambiente escuro e agradável.
  • Exercite-se regularmente: a prática regular de exercícios ajuda a reduzir o estresse, fortalece a imunidade e ajuda a manter um peso saudável. Encontre uma atividade física que você goste e mantenha uma rotina de prática.
  • Reduza o consumo de açúcar: consumir açúcar em excesso pode enfraquecer a imunidade e aumentar o risco de infecções por Candida.
  • Mantenha uma dieta equilibrada: manter uma dieta saudável e equilibrada fornece ao corpo nutrientes necessários para manter o sistema imunológico forte, auxiliando na prevenção da candidíase. Por isso, inclua alimentos variados na sua alimentação, como frutas, legumes, proteínas magras e grãos integrais.
  • Evite o consumo de álcool e tabaco: o sistema imunológico pode ser afetado negativamente pelo consumo de álcool e pelo tabagismo, tornando o corpo mais suscetível a infecções, incluindo a candidíase.

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Conclusão

A candidíase é uma infecção fúngica relativamente comum que pode afetar diferentes áreas do corpo, como a pele, boca e região genital. O tratamento dessa infecção pode ser feita por meio de medicamentos antifúngicos, os quais são prescritos conforme o tipo de candidíase e a gravidade da infecção. Também podem ser usados remédios naturais para tratar candidíase, porém esses meios não possuem sua efetividade comprovada ou são recomendados para todos.

É possível prevenir a ocorrência dessa infecção por meio de medidas simples, como adoção de boas práticas de higiene, ter boa alimentação, reduzir o consumo de açúcar e pelo uso de preservativos durante a relação sexual. Outro meio de evitar a candidíase é evitar o uso em excesso de antibióticos, alimentação com muito açúcar e uso de roupas apertadas e úmidas, que podem favorecer a proliferação do Candida.

O ideal é procurar por um médico quando ocorrer uma infecção pelo Candida, pois um profissional da saúde possui a capacidade de analisar o quadro da doença e determinar qual o melhor medicamento para tratar candidíase de forma segura. Evite utilizar medicação e remédios naturais sem a orientação de um médico

Referências

Perguntas Frequentes

O que é bom para curar candidíase mais rápido?

Para curar a candidíase rapidamente, é necessário consultar com um médico para receber as instruções de tratamento e uso de medicamento adequados. Também é importante manter boa higiene íntima, evitar alimentos ricos em açúcar e carboidratos refinados e usar roupas íntimas de algodão para prevenir a candidíase e acelerar a recuperação.

Como acabar com candidíase em 1 dia?

Não é possível curar a candidíase em apenas 1 dia, mas é possível usar alguns métodos para aliviar os sintomas durante o tratamento medicamentoso, que deve ser prescrito por um médico. Alguns desses métodos incluem: tomar banho com água morna e bicarbonato de sódio, usar roupas íntimas limpas e de algodão, evitar o uso de produtos de higiene pessoal irritantes e consumir alimentos probióticos podem ajudar a aliviar a coceira e a dor causadas pela candidíase.

É possível candidíase cura sozinha?

A candidíase pode desaparecer sem tratamento se a infecção for leve e a pessoa tiver um sistema imunológico forte. Entretanto, a infecção pode se tornar mais grave quando não tratada e não é recomendada a automedicação. Por isso é importante consultar um médico para obter o diagnóstico e tratamento adequado para a candidíase ser curada de forma segura. 


Sobre o autor

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Um time multidisciplinar formado por redatores pesquisadores e entusiastas de nutrição funcional, medicina integrativa e terapias holísticas. Artigos revisados por Nutricionistas e Médicos parceiros.

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