Proteínas: O que são, para que servem e muito mais! - Novidade Saudável

Proteínas: O que são, para que servem e muito mais!

Avatar de Novidade Saudável Escrito por   | 08 de outubro de 2023

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Vários alimentos com fontes de proteínas juntos, incluindo carne, ovos, castanhas e outras fontes de proteínas vegetais.

As proteínas são nutrientes essenciais para o corpo humano, desempenhando funções vitais, como a construção e o reparo de tecidos, o transporte de moléculas e suporte ao sistema imunológico. 

Compreender a importância das proteínas é fundamental, seja para atletas que desejam aumentar a massa muscular ou simplesmente para aqueles que buscam manter uma alimentação mais equilibrada.

Neste artigo, exploraremos o que são as proteínas, suas funções no corpo e as melhores fontes de alimento.

O que são as proteínas?

Proteínas são macromoléculas essenciais presentes em todas as células vivas e são vitais para praticamente todas as funções biológicas. 

Compostas por aminoácidos, que são unidos por ligações peptídicas, a função e a estrutura de cada proteína é determinada dependendo da sequência específica de aminoácidos.

Entre as principais funções das proteínas no corpo, podemos citar:

  • Estrutural: contribuem para a estrutura das células e tecidos, como o colágeno na pele e a queratina nos cabelos e unhas.
  • Enzimática: aceleram reações bioquímicas vitais para o metabolismo.
  • Transporte: carregam substâncias pelo corpo, como a hemoglobina, que transporta oxigênio no sangue.
  • Defesa: como os anticorpos, defendem e protegem o corpo contra patógenos.
  • Regulação: regulam processos celulares e fisiológicos, como os hormônios insulina e glucagon que regulam a glicose no sangue.
  • Movimento: permitem a movimentação de células e tecidos, como as proteínas actina e miosina nos músculos.
  • Armazenamento: guardam moléculas menores, como a ferritina, que armazena ferro nas células.

Aminoácidos: a construção das proteínas

Os aminoácidos podem ser considerados os “blocos de construção” das proteínas, pois é através das diferentes sequências de conexões entre eles, chamadas de ligações peptídicas, que a estrutura e a função de cada proteína é determinada.

Isto é, as proteínas são compostas por 20 tipos de aminoácidos, sendo que nove são considerados essenciais, ou seja, devem ser obtidos através da dieta, enquanto os onze restantes são os não-essenciais, cujo organismo consegue produzir.

Esses aminoácidos não só formam proteínas, mas também desempenham outras funções importantes, como auxiliar na síntese de neurotransmissores, na regulação do humor, na reparação e crescimento de tecidos, e na produção de energia.

Composição das Proteínas

Como dito anteriormente, as proteínas são compostas por longas cadeias de aminoácidos,  e a sequência específica desses aminoácidos nas cadeias é o que determina tanto a função quanto a estrutura da proteína.

Essa sequência é definida pelo código genético presente no DNA, que serve como um modelo para a síntese de proteínas. Após a determinação da sequência, as proteínas se dobram em estruturas tridimensionais que são essenciais para seu funcionamento adequado.

A forma e a composição química exclusivas de cada proteína permitem interações complexas com outras moléculas, possibilitando a realização de processos biológicos vitais, como reações enzimáticas, sinalização celular e resposta imunológica.

Tipos de Proteínas

As proteínas vêm em várias formas e tamanhos, cada uma servindo um propósito específico. 

Os diferentes tipos de proteínas trabalham em conjunto para manter o funcionamento adequado dos processos do corpo. Sem elas, sistemas vitais como digestão, respiração e resposta imunológica seriam incapazes de operar de forma eficiente.

Os tipos de proteínas principais e suas funções básicas estão:

  • Enzimas: aceleram reações químicas no corpo. Exemplos incluem amilase (quebra amidos) e lactase (quebra lactose).
  • Proteínas Estruturais: fornecem suporte a células e tecidos. Exemplos incluem queratina (encontrada em cabelos e unhas) e colágeno (presente na pele, tendões e ossos).
  • Proteínas de Transporte: transportam substâncias dentro do corpo. A hemoglobina, por exemplo, transporta oxigênio no sangue.
  • Proteínas de Armazenamento: armazenam moléculas essenciais. Um exemplo é a ferritina, que armazena ferro nas células.
  • Proteínas Hormonais: atuam como mensageiros químicos no corpo. Exemplos incluem insulina (regula o açúcar no sangue) e glucagon (aumenta a quantidade de açúcar no sangue).
  • Proteínas de Defesa: defendem o corpo contra patógenos. Anticorpos, por exemplo, se ligam a vírus ou bactérias específicas para neutralizá-los.
  • Proteínas Receptoras: estão presentes nas membranas celulares e recebem sinais químicos externos. Eles são essenciais para a comunicação celular.
  • Proteínas Contráteis: permitem o movimento dos músculos. Exemplos incluem actina e miosina.
  • Proteínas Motoras: estão envolvidas no movimento de células e estruturas dentro das células. Um exemplo é a dineína, que ajuda no movimento dos cílios e flagelos.
  • Proteínas Reguladoras: controlam a expressão de genes específicos. Os fatores de transcrição, por exemplo, ajudam a regular quais genes em uma célula são ativados ou desativados.

Classificação das Proteínas

A classificação das proteínas é realizada com base em diferentes fatores, como estrutura, forma, função e fonte biológica. Cada classe desempenha um papel único na garantia de que as células funcionem corretamente para manter a saúde geral.

As diferentes classes de proteínas são:

  • Proteínas Fibrosas: têm formas longas e finas, sendo usadas principalmente para fins estruturais no corpo. Exemplos incluem colágeno, elastina e queratina.
  • Proteínas Globulares: têm formas esféricas e estão envolvidas em reações metabólicas, como transporte e armazenamento de moléculas. Exemplos incluem hemoglobina, enzimas e anticorpos.
  • Proteínas de Membrana: são encontradas embutidas dentro das membranas celulares e desempenham um papel crucial na regulação das funções celulares, como vias de sinalização. Exemplos incluem canais iônicos, receptores e transportadores.
  • Proteínas Intrinsecamente Desordenadas (IDPs): não têm uma estrutura fixa, mas existem em várias conformações que permitem que elas realizem múltiplas funções. Exemplos incluem histonas e fatores de transcrição.

Estrutura das cadeias polipeptídicas

Uma das formas de classificar as proteínas é pelo número de cadeias de polipeptídeos que as compõem. Dependendo de como essas cadeias estão organizadas, diferentes tipos de estruturas proteicas podem surgir, cada uma desempenhando funções específicas.

Alguns exemplos de classificações com base no número de cadeias polipeptídicas incluem:

  • Monoméricas: Consistem em uma única cadeia de polipeptídeo, como a insulina.
  • Homodiméricas: Compostas por duas cadeias de polipeptídeos idênticas, como a hemoglobina A.
  • Heterodiméricas: Formadas por duas cadeias de polipeptídeos diferentes, mas complementares, como a hemoglobina A2.
  • Oligoméricas: Contêm três ou mais cadeias de polipeptídeos, que podem ser idênticas ou diferentes entre si, como os ribossomos e cápsides virais.

Classificação quanto à forma

Além de serem cadeias lineares de aminoácidos, as proteínas se dobram em estruturas tridimensionais complexas. Esse dobramento, guiado pela sequência específica de aminoácidos, resulta em formas únicas que são essenciais para as funções biológicas das proteínas.

Pequenas alterações na conformação de uma proteína podem impactar significativamente sua capacidade de desempenhar suas funções de forma eficaz. Por exemplo, as enzimas possuem formas específicas que lhes permitem catalisar reações químicas no corpo, enquanto os anticorpos têm uma estrutura em forma de Y que os ajuda a reconhecer e se ligar a substâncias estranhas, como vírus e bactérias.

Função das Proteínas

As proteínas exercem diversas funções essenciais para o organismo, porém abordaremos apenas três pontos críticos de suas funções: desnaturação de proteínas, estruturas de proteínas e síntese de proteínas.

Entender essas três funções das proteínas ajudam na compreensão da importância das estruturas tridimensionais únicas dessas macromoléculas e como elas determinam seus papeis no processo biológico.

Desnaturação das proteínas

Quando uma proteína é exposta a altas temperaturas ou níveis extremos de pH, ela pode mudar completamente de forma e perder sua funcionalidade. Esse processo é conhecido como desnaturação de proteínas e ocorre porque as ligações que mantêm a estrutura da proteína junto são interrompidas por fatores externos. 

Proteínas desnaturadas são incapazes de desempenhar sua função adequada, o que pode ter consequências graves em organismos vivos. Alguns pontos importantes sobre a desnaturação de proteínas incluem:

  • A desnaturação pode ocorrer naturalmente, como quando uma proteína é exposta ao ácido do estômago durante a digestão.
  • Altas temperaturas e níveis extremos de pH são causas comuns de desnaturação em ambientes de laboratório.
  • Algumas proteínas podem se recuperar da desnaturação se as condições voltarem ao normal antes que ocorram mudanças irreversíveis.
  • Proteínas desnaturadas podem se agregar ou se aglomerar, levando a doenças como Alzheimer e Parkinson.
  • A dobragem de proteínas é crucial para a função adequada, mas mesmo pequenas mudanças na sequência de aminoácidos ou nas condições ambientais podem levar à desnaturação.

Estruturas das proteínas

Como vimos, as proteínas são compostas por longas cadeias de aminoácidos que se dobram em estruturas tridimensionais únicas. A disposição específica desses aminoácidos determina a função da proteína e como ela interage com outras moléculas no corpo.

Ao entender esses diferentes níveis de estrutura, os cientistas podem projetar medicamentos que visam proteínas específicas e impedir a desnaturação e a agregação que causa doenças.

Existem quatro níveis de estrutura de proteínas: primária, secundária, terciária e quaternária. 

  • Estrutura primária: é simplesmente a sequência de aminoácidos em uma cadeia de proteínas. 
  • Estrutura secundária: refere-se a como segmentos dessa cadeia se dobram para formar padrões, como hélices alfa ou folhas beta. 
  • Estrutura terciária: descreve como esses segmentos se juntam para formar uma molécula de proteína totalmente funcional.
  • Estrutura quaternária: refere-se a como múltiplas moléculas de proteína interagem umas com as outras para criar complexos ou montagens maiores. 

Síntese de proteínas

A síntese de proteínas é um processo complexo que ocorre dentro das células do corpo e envolve múltiplas etapas que resultam na formação de proteínas. Este processo garante que nossos corpos tenham todas as proteínas necessárias para várias funções, como o crescimento muscular, reações enzimáticas e produção de hormônios.

A síntese de proteínas ocorre em duas etapas principais: transcrição e tradução.

Transcrição

  • Localização: Núcleo da célula (em eucariotos).
  • Processo: Durante a transcrição, uma porção do DNA (um gene) é “lido” e transcrito para formar uma molécula de RNA mensageiro (mRNA). Essencialmente, o mRNA serve como uma cópia temporária da informação contida no DNA.
  • Produto: Uma molécula de mRNA que carrega a informação genética do DNA para o citoplasma.

Tradução

  • Localização: Citoplasma, nos ribossomos.
  • Processo: Durante a tradução, o mRNA age como um template para a síntese de proteínas. Cada conjunto de três nucleotídeos no mRNA, chamado de codão, corresponde a um aminoácido específico. Moléculas de RNA transportador (tRNA) trazem os aminoácidos corretos para o ribossomo, baseando-se na sequência do mRNA. O tRNA tem uma região chamada anticodão, que se emparelha com o codão correspondente no mRNA, garantindo que o aminoácido correto seja adicionado à crescente cadeia polipeptídica.
  • Produto: Uma cadeia polipeptídica, que se dobrará em uma forma tridimensional específica para formar uma proteína funcional.

O processo de síntese de proteínas é altamente regulado e coordenado para garantir que as proteínas corretas sejam produzidas nas quantidades e nos momentos necessários para as funções da célula. Alterações ou erros neste processo podem ter consequências significativas, incluindo doenças genéticas e câncer.

Alimentos ricos em proteínas

Incluir alimentos ricos em proteínas na dieta é essencial para garantir a nutrição adequada e manter o corpo saudável. As proteínas desempenham um papel fundamental no crescimento e reparação muscular, no aumento do metabolismo e na redução da fome. A seguir, veremos alguns dos principais alimentos ricos em proteínas que você pode adicionar à sua alimentação diária.

Carnes são uma das fontes mais comuns de proteínas. Carne bovina, frango, cordeiro e porco fornecem proteínas de alta qualidade. Frutos do mar, como salmão e atum, também são excelentes escolhas, pois além de serem ricos em proteínas, contêm ácidos graxos ômega-3, que trazem inúmeros benefícios à saúde.

Para vegetarianos e veganos, há diversas fontes de proteínas à base de plantas. Feijões, lentilhas, grão-de-bico e soja são ótimas opções. Nozes como amêndoas e amendoins, juntamente com sementes como chia e abóbora, também fornecem aminoácidos essenciais ao corpo.

Além disso, produtos lácteos como queijo, leite e iogurte, bem como ovos, são ótimas alternativas para aumentar a ingestão de proteínas. Sempre que possível, opte por versões com baixo teor de gordura para controlar a ingestão de calorias.

É recomendável diversificar as fontes de proteínas em sua dieta para obter todos os nutrientes necessários. Se você seguir uma dieta restritiva ou tiver alergias que dificultem o consumo de proteínas, consulte um nutricionista para orientações específicas.

Conclusão

As proteínas são macromoléculas complexas e essenciais, presentes em todas as células e tecidos do corpo humano. Elas desempenham um papel crucial em inúmeros processos biológicos, desde a síntese de novas proteínas até o crescimento e reparo celular.

Embora compreender esses processos seja fascinante, o mais importante é reconhecer que as proteínas são nutrientes essenciais que devem fazer parte da dieta de todos, desde atletas que buscam aumentar a massa muscular até aqueles que desejam manter uma alimentação equilibrada.

Felizmente, há uma vasta gama de fontes de proteína disponíveis, tanto de origem animal quanto vegetal, como peixes, carnes, laticínios, feijões e nozes. É recomendável incluir a maior variedade possível dessas fontes na sua dieta para garantir a obtenção de uma ampla gama de nutrientes.

Se você encontrar dificuldades para consumir proteínas, seja por restrições dietéticas ou outros motivos, consulte um nutricionista para orientações personalizadas e adaptadas às suas necessidades.


Sobre o autor

Novidade Saudável

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Um time multidisciplinar formado por redatores pesquisadores e entusiastas de nutrição funcional, medicina integrativa e terapias holísticas. Artigos revisados por Nutricionistas e Médicos parceiros.

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