A constipação intestinal crônica é um distúrbio gastrointestinal comum, com incidência mundial de 14% a 30%, afetando indivíduos de todas as idades, raças, status socioeconômico e nacionalidade (Camilleri, et al., 2017).
Impacta negativamente na qualidade de vida, causando dor e distensão abdominal, dores de cabeça, inquietação, ansiedade e depressão. A boa notícia é que existem muitas maneiras de prevenir e tratar a constipação. Desde tratamentos naturais, como mudança do estilo de vida, até o uso de medicamentos, há uma variedade de opções disponíveis para o tratamento dessa condição.
Neste artigo abordaremos as causas, sintomas, fatores de risco, tratamentos naturais e médicos e formas de prevenção da constipação intestinal.
O que é constipação intestinal
A constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é um distúrbio intestinal funcional que se apresenta como defecação persistentemente difícil, infrequente ou aparentemente incompleta (Vriesma, et al., 2020). Em geral, a constipação é considerada quando a pessoa evacua menos de três vezes por semana, com fezes ressecadas e endurecidas.
A constipação intestinal pode afetar pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos e pode levar a desconforto abdominal, hemorróidas e fissuras anais, além de afetar a qualidade de vida, podendo ser um problema temporário ou crônico.
Causas da constipação intestinal
As causas mais comuns da constipação intestinal são fatores ligados ao estilo de vida, como alimentação pobre em fibras, hidratação inadequada e ausência de atividade física regular.
No que diz respeito à alimentação, uma dieta com baixo consumo de frutas, vegetais, folhosos e alimentos integrais associada a um alto consumo de alimentos processados, refinados e ricos em açúcar limita de maneira expressiva a ingestão de fibras. A hidratação inadequada também é uma causa extremamente comum, principalmente em indivíduos idosos, que muitas vezes possuem dificuldade para lembrar-se da ingestão de água no dia a dia. O sedentarismo também pode contribuir para o desenvolvimento da constipação, uma vez que a atividade física ajuda a estimular a movimentação do intestino.
Outros fatores, como o uso prolongado de medicamentos como analgésicos, antidepressivos, diuréticos e antiácidos também podem causar constipação intestinal, pois esses medicamentos podem interferir na motilidade intestinal e na produção de fezes. Alterações hormonais que acontecem na gravidez e na menopausa, problemas neurológicos e algumas doenças crônicas, como hipotireoidismo, diabetes, doença de Parkinson, esclerose múltipla e síndrome do intestino irritável também podem cursar com constipação intestinal. O processo de envelhecimento também pode ser um fator de risco para a prisão de ventre, uma vez que o sistema digestivo pode se tornar menos eficiente com o passar dos anos.
Além disso, fatores emocionais como o estresse e a ansiedade também podem afetar os movimentos intestinais e levar à constipação. Por fim, algumas pessoas também podem ter maior predisposição genética à constipação, o que pode estar relacionado com uma menor capacidade de contração dos músculos do intestino.

Sintomas da constipação intestinal
Os sintomas da constipação intestinal podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem a dificuldade para evacuar, a sensação de esforço para eliminar as fezes, fezes duras e ressecadas, dor ou desconforto abdominal, inchaço e flatulência. Em alguns casos, a pessoa pode sentir a necessidade de evacuar, mas não consegue fazê-lo.
Outros sintomas menos comuns da constipação incluem sangramento anal, lacerações anais, hemorroida e fissuras anais. Além disso, a constipação crônica pode levar a complicações como impactação fecal, megacólon tóxico e fecaloma, que são condições graves que exigem tratamento médico imediato.
A constipação intestinal afeta a qualidade de vida das pessoas, causando desconforto físico e emocional, além de problemas sociais e de trabalho. A pessoa que sofre com constipação pode também se sentir cansada, irritada e deprimida e pode evitar atividades sociais e profissionais.
É importante lembrar que os sintomas da constipação intestinal podem ser confundidos com os de outras condições médicas, como a síndrome do intestino irritável e o câncer colorretal. Por isso, é importante procurar um médico se os sintomas persistirem ou se houver qualquer alteração no padrão de evacuação.
Entendendo mais sobre os sintomas:
- Dificuldade para evacuar
A dificuldade para evacuar é um dos principais sintomas da constipação intestinal e pode ser definida como a sensação de esforço para eliminar as fezes. A pessoa pode sentir que as fezes estão presas ou que não conseguem sair completamente. Em alguns casos, a pessoa pode até sentir a necessidade de evacuar, mas não consegue de fato eliminar as fezes.
- Fezes duras e ressecadas
Fezes duras e ressecadas ocorrem quando as fezes ficam retidas no cólon por um tempo prolongado em conseqüência de uma menor motilidade intestinal ou de um trânsito intestinal mais lento, resultando em uma maior absorção de água pelo intestino e formação de fezes mais secas e endurecidas.
Fezes duras também podem levar a outros sintomas, como dor abdominal, sensação de inchaço, flatulência e até mesmo lacerações anais, hemorróidas e fissuras anais. Além disso, pode levar a complicações como a impactação fecal, que ocorre quando as fezes endurecidas se acumulam no intestino e não conseguem ser eliminadas normalmente.
- Dor e desconforto abdominal
A dor e o desconforto abdominal são sintomas comuns da constipação intestinal e podem ser causados pelo acúmulo de fezes na porção final do intestino (cólon), que podem levar à distensão e inflamação da parede intestinal. Esses sintomas podem ser descritos como uma sensação de pressão, dor ou desconforto na região abdominal inferior. Em alguns casos, a dor abdominal pode ser acompanhada de náuseas e vômitos, o que pode indicar uma obstrução intestinal. Na presença de dor abdominal ou suspeita de obstrução intestinal deve-se procurar ajuda médica imediatamente.
- Sensação de queimação e sangramento ao evacuar
A sensação de queimação e o sangramento ao evacuar são sintomas que podem estar associados à constipação intestinal, especialmente quando há a presença de fezes duras e ressecadas. A constipação pode levar ao desenvolvimento de hemorróidas, que são veias inchadas e dolorosas na região anal, e pequenas rachaduras na pele ao redor do ânus que podem causar dor, sensação de queimação e coceira, além de sangramento durante a evacuação.
Essas fissuras são mais comuns em pessoas que fazem esforço excessivo para evacuar e podem levar a complicações se não forem tratadas adequadamente.
É importante lembrar que a sensação de queimação e o sangramento ao evacuar também podem ser sinais de outras condições médicas, como síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Por isso, é importante procurar a orientação de um médico se os sintomas persistirem ou se houver qualquer alteração no padrão de evacuação.
Tratamento da constipação intestinal
Na grande maioria dos casos, mudanças comportamentais que envolvem o estilo de vida se mostram efetivas na resolução da constipação intestinal. A modificação comportamental é considerada o tratamento de primeira linha em pacientes com constipação crônica.
Estratégias naturais, como o aumento da ingestão de fibras e líquidos, a prática de atividade física regular e a criação de uma rotina de evacuação são atitudes simples com grande poder resolutivo. Se a modificação comportamental não for bem-sucedida, várias abordagens farmacológicas estão disponíveis. E em casos mais graves e raros, pode ser indicada cirurgia.
A seguir iremos detalhar as formas de tratamento:
- Ingestão adequada de fibras
A American Gastroenterological Association recomenda que o uso de um suplemento de fibras deve ser a abordagem inicial de tratamento para constipação. A fibra é um componente alimentar que não pode ser degradado por enzimas intestinais, permanecendo no intestino e aumentando o volume fecal.
Existem 2 tipos de fibras, as fibras solúveis e as insolúveis, ambas podem ajudar no tratamento da constipação intestinal. As fibras insolúveis são aquelas que não se dissolvem em água e não são metabolizadas por completo pela microbiota intestinal (conjunto de bactérias que moram no nosso intestino e fermentam as fibras), no entanto, ao chegarem no intestino, promovem o aumento do volume das fezes e estimulam o trânsito intestinal, ajudando a combater a prisão de ventre.
Podemos encontrar fibras insolúveis em frutas, como em maçãs, laranjas, caqui, peras; em leguminosas, como o feijão e soja; vegetais como couve-flor, cenoura e batata; e cereais como farelo de trigo e aveia. Já as fibras solúveis são aquelas capazes de serem dissolvidas em água formando um gel, o que faz com que permaneçam mais tempo no estômago e no intestino, promovendo maior sensação de saciedade e regulação dos níveis de açúcar e colesterol no sangue.
Além disso, esse tipo de fibra é fermentada pelas bactérias presentes no intestino, o que ajuda a manter o equilíbrio da microbiota intestinal e consequentemente prevenir alterações intestinais, como disbiose intestinal e doenças intestinais. Exemplos de fibras solúveis são inulina, psyllium, pectina, farelo de aveia, farinha de linhaça e goma acácia.

A ingestão diária recomendada de fibras para adultos é de 25 a 38 g/dia (ou 14 g/1.000 kcal/dia) de acordo o Institute of Medicine dos Estados Unidos e adotado pelo U.S. Department of Agriculture (USDA). Para pessoas com 50 anos ou menos, a recomendação diária é de 38g para homens e 25g para mulheres, enquanto para homens e mulheres acima de 50 anos é de 30g e 21 g/dia, respectivamente, devido menor consumo médio de calorias (Institute of Medicine, 2002; U.S. Department of Agriculture, 2010). Quando por algum motivo não se consegue ingerir a quantidade de fibras recomendada através da alimentação, existem alguns suplementos que podem ser comprados nas farmácias e lojas de produtos naturais em forma de cápsula ou pó que possuem benefícios similares aos das fibras presentes nos alimentos.
- Hidratação adequada
Outro remédio natural bastante eficaz para a constipação é a hidratação adequada. A hidratação adequada ajuda a manter as fezes macias e facilita a eliminação. A quantidade recomendada de água varia de acordo com a idade, o sexo e a atividade física, mas, em geral, o consumo de cerca de 2 litros de água por dia é o mínimo recomendado.
- Prática de atividade física regular
Estudos epidemiológicos relatam que a constipação intestinal é mais frequente em indivíduos com estilo de vida sedentário. A atividade física pode aumentar o tempo de trânsito colônico e reduzir outros sintomas de constipação em idosos (Whitehead, et al., 1989; Rao et al., 1999; De Schryver et al., 2005).
Além disso, a prática regular de exercícios também pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, auxiliando na resolução da constipação pela via de comunicação intestino-cérebro já bem estabelecida na literatura científica.
Os exercícios físicos mais recomendados para prevenir e tratar a constipação são aqueles que envolvem a movimentação do tronco e dos membros inferiores, como caminhada, corrida, natação e ciclismo. A atividade física deve ser praticada regularmente, de preferência de 30 a 60 minutos por dia, e pode ser adaptada às preferências e condições individuais de cada pessoa.
Para obter os benefícios da atividade física na prevenção e tratamento da constipação, é importante combinar a prática regular de exercícios com outras atitudes referentes ao estilo de vida, como o aumento do consumo de fibras e ingestão adequada de água.
- Evitar alimentos que causam constipação
Alguns alimentos podem contribuir para a constipação, especialmente aqueles com baixo teor de fibras e alto teor de gordura e açúcar, alimentos processados e refinados, como pão branco, bolos, biscoitos, bolachas, massas e farinhas brancas. Além disso, alimentos ricos em gordura, como frituras e embutidos (salsicha, mortadela, peito de peru, presunto) podem retardar o esvaziamento do intestino e desequilibrar a microbiota intestinal, contribuindo para a constipação.
Para prevenir e tratar a constipação, é importante evitar o consumo excessivo desses alimentos e optar por alimentos mais saudáveis e ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e grãos.
- Hábitos de defecação
Pacientes com constipação são frequentemente instruídos a defecar quando a necessidade é sentida e a tentar defecar no mesmo horário todos os dias, idealmente ao acordar e após as refeições, quando a atividade motora colônica é mais alta. Essa recomendação baseia-se na observação de que muitas pessoas com atividade colônica normal defecam rotineiramente no mesmo horário todos os dias (Heaton, et al., 1994).
- Formas alternativas
Alguns óleos essenciais, como o de hortelã-pimenta e o de lavanda, também podem ajudar a aliviar a constipação quando usados em massagens no abdômen. A acupuntura também pode ser uma opção de tratamento natural, ajudando a estimular a função intestinal.
No entanto, é importante lembrar que os tratamentos naturais não substituem a orientação médica e não devem ser usados sem a devida avaliação e acompanhamento profissional. Pessoas que apresentam sintomas de constipação devem procurar a orientação de um médico para receber um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
Tratamentos farmacológicos
Existem vários tratamentos médicos disponíveis para tratar a constipação intestinal não responsiva às estratégias comportamentais e naturais. O tratamento médico mais adequado dependerá da causa subjacente da constipação e da gravidade dos sintomas.
Em alguns casos, o médico pode prescrever laxantes para ajudar a aliviar os sintomas. Existem diferentes tipos de laxantes disponíveis, incluindo os laxantes osmóticos, que aumentam o volume das fezes e facilitam a eliminação, e os laxantes estimulantes, que estimulam os movimentos intestinais.
Além dos laxantes, outros medicamentos podem ser prescritos para tratar a constipação, como os agentes pró-cinéticos, que melhoram a motilidade intestinal, e os inibidores da absorção de água, que aumentam o teor de água das fezes e facilitam a eliminação.
Em alguns casos mais graves, pode ser necessário recorrer a tratamentos mais invasivos, como a lavagem intestinal, que consiste na administração de uma solução de água e eletrólitos pelo ânus para ajudar a limpar o intestino.
É importante lembrar que o uso de medicamentos para tratar a constipação deve ser feito sob orientação médica, pois o uso inadequado de laxantes e outros medicamentos podem levar a efeitos colaterais indesejados, como diarreia, desidratação e desequilíbrio eletrolítico.
Além disso, é importante tratar a causa base da constipação e não apenas os sintomas. O médico pode realizar exames e avaliações para determinar a causa da constipação e orientar quanto ao tratamento mais adequado.
Abordaremos de maneira mais detalhada as formas de tratamento farmacológico a seguir:
- Probióticos
Os probióticos são microrganismos vivos que habitam o intestino e ajudam a manter a microbiota intestinal equilibrada, o que, por sua vez, pode melhorar a motilidade intestinal. Alguns estudos mostraram que os probióticos podem ser úteis para o tratamento de pacientes com constipação (melhorando a frequência das fezes e a consistência das fezes) com pouquíssimos efeitos colaterais (Zhang et al., 2020; Wilkins & Sequoia, 2017; Mazlyn, et al., 2013; Ohkusa et al., 2019)
Esses estudos envolveram principalmente as bactérias pertencentes ao gênero bifidobacterium e lactobacillus. No entanto, como os efeitos dos probióticos podem ser específicos da cepa e o mecanismo exato de ação permanece desconhecido, mais estudos e ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar os efeitos dos probióticos em pacientes com constipação (Dimidi, et al. 2020)
Além de suplementos, os probióticos podem ser encontrados em alimentos como iogurte, kefir, queijo, missô e outros alimentos fermentados. Para obter os benefícios dos probióticos na prevenção e tratamento da constipação, é importante incluir regularmente alimentos probióticos na dieta e combinar com outras medidas de estilo de vida.
No entanto, é importante lembrar que o uso de probióticos deve ser feito com cautela em algumas situações, como em pessoas com sistema imunológico comprometido ou com outras condições médicas específicas, como supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO). É importante conversar com um médico ou nutricionista antes de iniciar o uso de probióticos.
- Laxantes
Se os pacientes não responderem às estratégias naturais, os laxantes devem ser considerados. Os laxantes são medicamentos utilizados para tratar a constipação intestinal, ajudando a aliviar a dificuldade para evacuar e o desconforto abdominal. Existem vários tipos de laxantes disponíveis, cada um com um mecanismo de ação diferente.
Os laxantes osmóticos funcionam aumentando o teor de água das fezes, tornando-as mais macias e fáceis de eliminar. Os laxantes estimulantes, por outro lado, estimulam os movimentos intestinais, ajudando na excreção das fezes.
Existem também laxantes lubrificantes, que ajudam a suavizar as fezes, facilitando a eliminação, e os laxantes formadores de massa, que aumentam o volume das fezes e estimulam o peristaltismo intestinal. Além disso, existem laxantes combinados, que combinam mais de um tipo de laxante em sua composição.
Os laxantes são geralmente seguros quando usados de acordo com as instruções do médico. No entanto, é importante lembrar que o uso excessivo de laxantes pode levar a efeitos colaterais indesejados, como diarreia, desidratação e desequilíbrio de água e minerais.
Por isso, é importante usar os laxantes com moderação e sob orientação médica. É necessário combinar o uso de laxantes com outras medidas, como o aumento do consumo de fibras e água, a prática regular de atividade física e a criação de uma rotina de evacuação adequada, para obter os melhores resultados no tratamento.
- Enemas
Os enemas são um método invasivo de tratamento para a constipação intestinal, que consiste na administração de uma solução líquida pelo ânus, com o objetivo de estimular a evacuação. Existem diferentes tipos de enemas disponíveis, cada um com uma composição e indicação específica.
Os enemas de limpeza intestinal são os mais comuns e são usados para remover fezes endurecidas e impactadas do cólon. Eles podem ser feitos em casa com a ajuda de um kit de enema, ou realizados por um profissional de saúde.
Além dos enemas de limpeza, existem também enemas terapêuticos, que podem ser usados para tratar a constipação em situações específicas, como a dismotilidade colônica ou a síndrome do intestino irritável. Esses enemas podem conter medicamentos para estimular a motilidade intestinal ou lubrificar as fezes
Embora os enemas possam ser eficazes para tratar a constipação intestinal, eles também apresentam riscos e efeitos colaterais, como dor, desconforto, irritação intestinal e desequilíbrio eletrolítico. Diante disso, os enemas devem ser usados com cautela e sob orientação médica ou de um profissional de saúde treinado.
- Supositórios
Os supositórios são medicamentos administrados por via retal, que podem ser usados para tratar a constipação intestinal. Eles são geralmente compostos por ingredientes ativos que ajudam a amolecer as fezes e estimular a evacuação.
Existem diferentes tipos de supositórios disponíveis, cada um com uma composição e indicação específica. Alguns contêm substâncias lubrificantes, como a glicerina, que ajudam a suavizar as fezes e facilitar a eliminação. Outros contêm agentes estimulantes, como o bisacodil, que estimula os movimentos intestinais e ajuda a eliminar as fezes.
Os supositórios são geralmente seguros e eficazes quando usados de acordo com as instruções do médico. No entanto, eles podem apresentar alguns efeitos colaterais, como irritação retal, desconforto e dor. Por essa razão, é importante usar os supositórios com moderação e somente sob orientação médica.
- Cirurgia
A cirurgia é geralmente reservada como um último recurso para tratar a constipação intestinal crônica e grave que não responde a outros tratamentos. A cirurgia pode ser necessária em casos de obstrução intestinal, incontinência fecal ou outras complicações graves da constipação intestinal.
Existem diferentes tipos de cirurgias disponíveis para tratar a constipação intestinal, cada uma com uma indicação específica. A colectomia parcial, por exemplo, é uma cirurgia que envolve a remoção de uma parte do intestino afetada pela constipação. Já a sacralização é uma cirurgia que envolve a colocação de um enxerto de tecido na área sacral, para melhorar a função do nervo que controla a porção final do intestino.
A cirurgia pode apresentar riscos e efeitos colaterais, como dor, sangramento, infecção e complicações pós-operatórias. Além disso, a cirurgia pode não resolver completamente a constipação intestinal, e pode levar a efeitos colaterais, como incontinência fecal ou diarreia.
Por isso, a cirurgia é geralmente reservada para casos graves e pode exigir uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. É importante conversar com o médico sobre as opções de tratamento disponíveis e discutir as expectativas e possíveis efeitos colaterais da cirurgia antes de decidir fazer o procedimento.
Resumo das principais estratégias naturais recomendadas para prevenir ou tratar a constipação intestinal:
- Consumir uma dieta rica em fibras. Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, grãos integrais e legumes ajudam a manter as fezes macias e de fácil eliminação.
- Beber água suficiente. A desidratação pode contribuir para a constipação intestinal.
- Praticar atividade física regularmente. O exercício ajuda a estimular os movimentos intestinais.
- Evitar alimentos que causam constipação. Alguns alimentos, como farinhas refinadas, carne vermelha e embutidos podem contribuir para a constipação intestinal, portanto, é importante evitá-los ou consumi-los com moderação.
- Estabelecer uma rotina de evacuação regular. Ter uma rotina regular para evacuação pode ajudar a prevenir a constipação intestinal e manter o intestino saudável.
- Não adiar a vontade de evacuar. Ignorar a vontade de evacuar pode levar a fezes endurecidas e impactadas, o que pode contribuir para a constipação intestinal.
Seguir essas medidas simples pode ajudar a manter o trato intestinal saudável e prevenir e tratar a constipação intestinal. No entanto, se os sintomas persistirem ou piorarem, é importante procurar orientação médica para avaliação e tratamento adequados.
Conclusão
A constipação intestinal é um problema de saúde comum que pode afetar a qualidade de vida das pessoas. É importante lembrar que a constipação intestinal pode ter causas multifatoriais, desde uma dieta pobre em fibras até condições médicas subjacentes. Por esse motivo, uma abordagem de tratamento multidisciplinar é necessária para o tratamento efetivo da constipação intestinal.
Ao longo deste artigo, foram abordadas diversas opções de tratamento para a constipação intestinal, desde mudanças na dieta e aumento da atividade física até medicamentos e tratamento cirúrgico. É importante lembrar que cada indivíduo pode responder de forma diferente às opções de tratamento, portanto, é essencial consultar um profissional de saúde para avaliar a melhor abordagem para o seu caso específico.
Em resumo, a constipação intestinal é uma condição comum que pode ser prevenida e tratada com medidas preventivas e opções de tratamento variadas. É fundamental abordar a causa subjacente da constipação e adotar uma abordagem holística para prevenir e tratar seus sintomas, garantindo assim uma melhor qualidade de vida.
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