O estresse oxidativo é visto como um desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio e sua eliminação por mecanismos de proteção, o que pode levar à inflamação crônica.
Essa inflamação desencadeada pelo estresse oxidativo vem sendo considerada uma das principais causas relacionadas ao surgimento de doenças crônicas como obesidade, câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.
Muitos estudos já foram realizados com o intuito de identificar os compostos bioativos presentes nos alimentos que apresentassem ações antioxidantes e anti-inflamatórias.
Um composto bioativo que recebeu bastante atenção no meio científico, por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, foram os polifenóis.
Os polifenóis são frequentemente encontrados em bebidas como chá verde, vinho tinto e café, e em vegetais e frutas como açafrão, cebola, brócolis, maçã, frutas vermelhas, frutas cítricas e ameixas.
Trazendo como exemplo o chá verde, produzido a partir das folhas da planta Camellia sinensis, é riquíssimo em polifenóis. Em uma xícara desse chá, preparado com 2,5 g de folhas da Camellia, encontramos entre 240 e 320 mg de catequinas, que tem um alto poder antioxidante.

Já o café é rico em ácido clorogênico, um composto com propriedade antioxidante, anti-inflamatória, neuroprotetora, hipolipidêmica e hipoglicêmica. Uma única xícara de café pode conter de 20 a 675 mg de ácido clorogênico.
Compostos bioativos nos alimentos
Outro polifenol bastante presente na literatura é o resveratrol, que é extremamente abundante na casca e nas sementes da uva. As fontes alimentares de resveratrol incluem vinho tinto, frutas vermelhas e amendoim. Dentre os benefícios mais citados podemos incluir uma potente atividade contra o estresse oxidativo, inflamação, neurodegeneração, vários tipos de câncer e envelhecimento.
A ingestão total de polifenóis para a população em geral (incluindo jovens, adultos e idosos) foi estimada em 1 g/dia. Essa quantidade é facilmente encontrada em alimentos que compõem a nossa dieta. No entanto, a biodisponibilidade desses compostos depende de vários parâmetros, incluindo digestão, absorção e metabolismo.
Vamos a um exemplo prático de como conseguimos encontrar 1 g de polifenóis na dieta:
| Exemplo | |
| 30 g chocolate amargo | 558 mg de polifenóis |
| 80 g de morango | 232 mg de polifenóis |
| 50g de amora | 284,5 mg de polifenóis |
| TOTAL DE POLIFENÓIS | 1074,50 mg |
Embora a deficiência na ingestão de polifenóis não seja a causa de doenças específicas, a ingestão adequada pode conferir benefícios à saúde, especialmente no que diz respeito às doenças crônicas. Os mecanismos reais para esses feitos não são totalmente estabelecidos. A relação complexa entre os polifenóis e o microbioma intestinal, pode ser considerada de grande relevância para esses efeitos na saúde humana.
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